Renato Seabra foi ontem condenado à pena máxima possível (mínimo de 25 anos de cadeia, até prisão perpétua) pelo juiz Daniel FitzGerald do Supremo Tribunal de Justiça de Manhattan.

Antes de ouvir a sentença, o jovem de 23 anos quebrou, finalmente, o silêncio, confessou publicamente o crime e pediu desculpa “aos amigos e familiares de Carlos Castro”, o jornalista que Seabra assassinou e mutilou, em janeiro do ano passado, no quarto de um hotel de Nova Iorque.

Disse Seabra: “Quero dizer, aqui e agora, que matei Carlos Castro e não pretendo provar o contrário. No momento em que entrei no quarto, naquele dia, alguma coisa tomou conta de mim. Nós costumávamos lutar um com o outro, mas sempre na brincadeira. Nunca tinha sido agressivo antes. Nunca tinha agredido o Carlos antes. Nesse dia não sei o que me aconteceu. Não consegui perceber a forma como as coisas aconteceram, ou o porquê de elas terem acontecido.”

E concluiu Renato Seabra: “Quero pedir desculpa a todos os amigos e familiares do Carlos Castro e aceitar a pena que o juiz me aplicar, porque eu cometi um crime e, agora, só Deus sabe o que aconteceu naquele dia…”

Pouco depois, o juiz ditava a sentença: Seabra terá de cumprir, no mínimo, uma pena de 25 anos de cadeia, mas poderá ficar preso durante toda a vida.

Cumpridos esses primeiros 25 anos, Renato Seabra poderá pedir a liberdade condicional a uma comissão que vai avaliar o caso, o seu comportamento na cadeia e as condições de reinserção social.

Em caso de recusa, Seabra poderá ir repetindo o mesmo pedido de dois em dois anos.

No limite, poderá ficar preso até ao fim da vida.

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