A recente coleção lançada pela marca Zippy, com uma linha de vestuário unissexo, tem vindo a estar no centro das atenções, tendo causado uma grande polémica com opiniões que se dividem. São muitos os que criticaram a ideia da marca e António Raminhos não ficou indiferente aos comentários que têm surgido, tendo-se expressado publicamente nas redes sociais.

"Só agora li esta história da Zippy e da roupa unissexo, porque estou mais preocupado em resolver o que vai dentro de mim do que o que vai dentro dos outros", começou por escrever o humorista na sua conta do Instagram, onde partilha o exemplo das suas filhas.

"Ontem uma das minhas filhas quis ganchos no cabelo e dei por mim a dizer-lhe que elástico era melhor e que devia levar o elástico que 'ficava mais bonita', e ela 'não quero! Quero ganchos' e eu 'mas olha que depois o cabelo cai para a frente e...' e... 'que raio estou a fazer?' Ela que vá como quer! Porque é que hei-de estar eu a limitar as escolhas? Todos nós sabemos como odiamos que nos imponham m*****. Elas vão como querem! Às vezes lindas, outras estilo drag queen, outras parece que caíram dentro do roupeiro... e reparem que parece isto... para mim! Porque na sua cabecinha vão lindas! E não raras vezes deve acontecer o pai que diz 'não vestes isso que é de menina!'... agora vou só ali meter as cuecas da tua mãe e desfilar em frente ao espelho", acrescentou, referindo que "tem pena de quem impõe uma ideologia, um gosto ou um modo ser".

"E serve para tudo! Não é só para ideologia de género. É para vegans, para política, para futebol, religião... Tenho pena porque diz mais sobre essa pessoa do que da outra. Porquê? Porque ver alguém fazer algo de modo diferente é colocar em causa tudo aquilo em que acreditamos? E mexe cá dentro... e nós não queremos que se mexa cá dentro. 'Então andei tanto tempo a manter isto sossegado agora vem este anormal dizer que se pode fazer de modo diferente?' E sabem que mais? O Universo (ou Deus ou nada) está a cagar-se para o que pensamos dos outros, o que vestimos, de que religião somos porque basta, genuinamente, olhar para dentro de mim e perceber 'só preciso de ser nada e ser tudo'! Quer isto dizer o quê? Ser nada para os outros e tudo para mim, porque se for tudo para mim estou perfeitamente feliz que os outros sejam tudo para eles", rematou.

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