A primavera, já com um pé do verão, faz-se sentir por Lisboa e, por isso, chega mais uma edição do evento que abre os portões ao público dos mais bonitos jardins lisboetas – Jardins Abertos.
Nesta edição, além das habituais visitas livres a jardins públicos e privados, visitas e percursos guiados, exposições, conversas e oficinas para toda a família conta ainda com dois jardins secretos que vão ser abertos pela primeira vez no contexto do festival.

Misteriosas e envoltas em secretismo, as visitas a estes jardins funcionarão com inscrição prévia e as suas localizações serão relevadas apenas horas antes da visita. Esteja atento as redes sociais do festival.

Também a iniciativa Varandas Verdes volta para transformar fachadas de prédios da cidade em verdadeiros jardins. Está aberto um open call para comunidades de vizinhos que partilhem entre si o interesse pela jardinagem e que queiram florir as suas varandas de forma totalmente gratuita, graças ao apoio da Planta Livre.

Enquanto espera conheça os nossos dez eleitos que merecem uma visita este ano.

British Cemetery

Frente ao Jardim da Estrela, escondido por detrás de um despercebido portão, esconde-se o jardim do Cemitério Britânico. A entrada neste espaço é como a entrada num mundo paralelo, onde não há brancura habitual do mármore dos cemitérios portugueses: há o verde do musgo sobre a lápides de pedra, do buxo plantado nas campas e da abóbada das folhas das árvores.

Jardim da Embaixada de Itália

O Jardim da Embaixada de Itália está inserido no conjunto arquitetónico do Palácio dos Condes de Pombeiro, adquirido em 1925 pelo governo italiano.

O espaço é ponteado de palmeiras seculares, ciprestes, salgueiros-chorões e magnólias, enquanto diversas árvores de citrinos fazem recordar sabores e perfumes mediterrânicos.

Jardim da Residência Oficial do Primeiro-Ministro de Portugal

Com uma área de cerca de dois hectares, o jardim integra um edifício oitocentista, o Palacete de São Bento, no qual se encontra instalada a Residência Oficial do Primeiro-Ministro.

Em 1999-2000, realizou-se uma profunda reabilitação do jardim, utilizado como complemento natural nas funções protocolares e de representação inerentes à Residência Oficial do Primeiro-Ministro.

Jardim do Tribunal Constitucional

Jácome Ratton, influente comerciante e industrial luso-francês do final do século XVIII, cruzou a sua história com Lisboa e Portugal. Sobrevivente do grande terramoto, foi Jácome Ratton que ofereceu vários freixos para serem plantados no primeiro jardim público de Portugal, o Passeio Público (parte da atual Avenida da Liberdade), em 1764.

Responsável por uma série de indústrias em Portugal, Jácome comprou, em 1785, a antiga fábrica de chapéus finos de Gabriel Milliet, na Rua Formosa (atual Rua do Século), onde hoje encontra este jardim.

Parque Botânico do Monteiro-Mor

Atualmente anexo aos Museus do Traje e do Teatro e da Dança, no Lumiar, foi durante a sua posse pelo Marquês de Angeja, no séc. XVIII, que ali se projetou o jardim botânico como complemento a um museu de História Natural.

Já no séc. XIX, a compra e a fusão de várias quintas pelo Duque de Palmela, veio aumentar este espaço, para os cerca de 11 hectares atuais.

Telhado Verde da Fábrica de Água de Alcântara

O Telhado Verde da Fábrica de Água de Alcântara tem cerca de dois hectares e é um bom exemplo de integração paisagística na cidade de Lisboa.

Localizado junto ao Parque Natural de Monsanto, beneficia de um bom isolamento térmico e acústico e da diminuição da área impermeável às águas pluviais, contribuindo desta forma para uma atenuação das cheias.

Claustro do Convento de Chelas

O conceito de um jardim aberto é algo relativamente recente: os gregos e os romanos tinham os seus jardins nos pátios interiores das casas. Na influência desses e outros povos, também na cultura cristã se desenvolveram pequenos jardins no coração dos mosteiros, lugares de descanso, recolhimento e contemplação.

No Convento de São Félix e Santo Adrião, cujas origens remontam ao tempo dos visigodos, e onde encontra um bonito claustro a ser descoberto.

Jardins do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta

Passando pelo edifício do Museu da Lisboa, instalado num antigo palácio de uma quinta de recreio datado do séc. XVIII, entra-se para o jardim do Palácio Pimenta.

Neste espaço, entre as sebes do jardim de buxo, poderá ser surpreendido pelos gigantescos bichos feitos em cerâmica, fruto do imaginário do artista.

Jardim Gulbenkian

Construídos durante os anos 60 do séc. XX, nos terrenos do antigo Parque de Santa Gertrudes, os edifícios da Fundação Calouste Gulbenkian estão fundidos com este belo jardim.

As orlas e as clareiras constroem sucessivos cenários de luz e sombra que, ora escondem, ora revelam o traçado dos caminhos. Caminhos serpenteantes e caminhos traçados nas grandes lajes de cimento, convergem para o lago, onde o céu e a terra se encontram, numa ode à paisagem portuguesa.

Estufa Fria de Lisboa

Em 1885, com a abertura da Avenida da Liberdade, tornou-se necessário arranjar um espaço onde aclimatar as árvores e espécies antes de as transplantar para a nova artéria da cidade.

Aproveitando a antiga cicatriz de uma pedreira de basalto foi ali criado um pequeno viveiro. As plantas estabeleceram-se, dando forma a um novo espaço verde e, em 1926, o arquiteto e pintor Raul Carapinha idealizou-o sob uma grande estufa.

Em contexto de pandemia Covid-19, o modelo de visita dos jardins e de participação nas atividades irão respeitar todas as normas e orientações da Direção-Geral de Saúde, em vigor à data da realização do festival.

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