Trekking, rafting ou salto tandem são algumas das actividades radicais em voga. Descubra se são as indicadas para a sua condição física.

Se este ano a conjuntura
económica a obrigou a adiar
mais uma vez aquela viagem
de sonho, não desespere.

Para quebrar a rotina, propomos-lhe
quatro actividades
radicais que, por certo, vão
tornar estas férias de Verão
igualmente inesquecíveis e
repletas de adrenalina.

Para
evitar surpresas, e uma vez
que são actividades físicas que
podem envolver alguns riscos,
Marcos Miranda, especialista
em Medicina Desportiva do
Centro de Medicina Desportiva do Instituto do Desporto
de Portugal, deixa algumas
recomendações e sugestões.

TREKKING
Uma boa opção para quem quer tirar férias
da cidade e partir à descoberta do Portugal
autêntico. Segundo Marcos Miranda, esta é
uma actividade indicada «para quem não possa
efectuar exercício de elevada intensidade».
Permite caminhar por trilhos naturais e descobrir
novas paisagens.

Prós e contras
Contacto com a natureza
e «boa actividade para controlo/perda
de peso» são os pontos fortes da modalidade,
segundo o médico.

Dicas
Um bom calçado é essencial, mas é um
erro fazer trekking com botas novas. Prefira um
modelo já usado, leve e com bom apoio de tornozelo.
O conteúdo da mochila dependerá da
duração da caminhada e do local. Adapte a roupa
ao clima, mas não esqueça uma muda de calças
e de camisolas (de manga curta e comprida)
além do indispensável casaco impermeável cortavento.
Leve ainda creme e bâton com protector
solar, bem como um chapéu, óculos escuros, água
e algumas barras de cereais.

Onde fazer
Na Serra do Gerês, na Serra do Caramulo,
na Serra da Lousã ou na Serra da Estrela.

Preço
Entre 15 e 25 euros (um dia).

Conselho de especialista
Escolha
o percurso adequado à sua condição física.
A caminhada está especialmente contra-indicada
para quem sofre de «doenças articulares
dos membros inferiores, sobretudo nos joelhos. Já os asmáticos devem ter atenção ao período
do ano e eventual predominância de pólenes
na zona», aponta Marcos Miranda.

Veja na página seguinte: A proposta ideal para quem gosta de água e de emoções fortes

RAFTING
Ideal para quem gosta de água e emoções fortes,
o rafting é um desporto de equipa que consiste
em descer um rio com uma embarcação
insuflável específica (o raft) e vencer todos os
obstáculos que sugirem pelo caminho, nomeadamente rochas,
remoinhos ou quedas de água. Cada raft tem
uma lotação entre cinco e 11 pessoas, já com a
presença obrigatória de um monitor ou guia,
que tem por missão dirigir a embarcação.

Prós e contras
Trata-se de «actividade
física intensa com elevada propensão a acidentes
e lesões», alerta o especialista.

Dicas
Para praticar rafting é necessário
material específico, nomeadamente um colete salva-vidas, uma pagaia
(remo), um capacete, um fato isotérmico e botas de
neoprene. Os especialistas aconselham levar
um fato de banho e uma t-shirt por baixo do fato isotérmico (para proteger a pele do roçar
constante devido aos movimentos) e uma
toalha, bem como uma muda de roupa e um
par de sapatos, para usar no final da descida.

Onde fazer
O Rio Paiva é uma excelente opção para praticar rafting.

Preço
Entre 40 e 60 euros.

Conselho de especialista
Marcos
Miranda não recomenda este desporto a quem
possa necessitar de «cuidados médicos regulares,
pelo risco de haver ocasiões de isolamento
por acidente/incidente». Os participantes não
devem ter «lesões activas ou contra-indicações
para a prática de esforço intenso».

Veja na página seguinte: A técnica militar que a vai surpreender

SLIDE
O que começou por ser uma técnica militar
está hoje ao alcance de todos os apaixonados
por emoções fortes. A actividade consiste
em deslizar de um ponto a outro, suspenso ao
longo de um cabo. Muito mais do que exigir
grandes aptidões físicas, o slide desenvolve a
força psicológica e a capacidade de decisão.

Prós e contras
«É um bom exercício de
tomada de decisão e para estimular a coordenação
dos membros na aproximação ao solo»,
afirma Marcos Miranda, mas pode apresentar
«algum risco de acidentes ou lesões».

Dicas
Escolha roupa desportiva confortável
para ter total liberdade de movimentos. Depois
de vestir um cinto almofadado nas coxas, basta
agarrar-se à roldana que desliza pelo cabo e
começar a deslizar. Parece não ter travões, mas
o sistema encarrega-se de terminar a viagem na
hora H.

Onde fazer Covilhã, Guarda e Caramulo estão entre os locais mais recomendados.

Preço
Cerca de 25 euros por pessoa.

Conselho de especialista
«Além
de entender qual a dinâmica do exercício, é
indispensável fazer um aquecimento correcto». Quem tenha «doenças articulares dos membros
inferiores (sobretudo joelhos), perturbações da
força muscular nos membros inferiores ou superiores
e perturbações coordenativas» deve evitar
esta modalidade, acrescenta Marcos Miranda.

Veja na página seguinte: Um duplo salto para o vazio

SALTO TANDEM
Se sempre sonhou saltar de pára-quedas, mas
não tem coragem suficiente para mergulhar
sozinha no abismo, a solução chama-se Salto
Tandem.

Também conhecido por salto duplo,
é uma variação ao salto tradicional pois permite
que duas pessoas partilhem um
pára-quedas.

Um instrutor e o passageiro fazem um salto
em queda livre, ligados um ao outro por uma
armação tandem.

Prós e contras
«Sensação de liberdade
» é o grande trunfo desta actividade. Contudo,
«há alguma propensão a lesões na aterragem
e necessidade de dominar a técnica»,
alerta ainda o médico.

Dicas
Vista roupas desportivas para o salto
e alimente-se normalmente. No aeródromo,
após um briefing em que é explicado o que irá
acontecer durante o salto, os participantes são
devidamente equipados e conduzidos ao avião.

A queda livre dura cerca de 60 segundos a uma
velocidade de 200 km/h. Algumas empresas
registam o salto em DVD. Faça a marcação com
antecedência e, no dia anterior ao salto, ligue
para confirmar as condições climatéricas.

Onde fazer
Évora tem boas condições para este tipo de modalidade.

Preço
A partir de 135 euros.

Conselho de especialista
É uma
actividade contra-indicada em caso de «lesões
dos membros inferiores, problemas de hérnia
discal com queixas», exemplifica Marcos
Miranda. Antes de praticar, confirme ainda
«a inexistência de situações clínicas, como
epilepsia, diabetes descompensada ou mal
controlada».

Texto: Sónia Ramalho

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