Hoje, dia 15 de abril, celebramos o Dia Mundial da Arte. Sendo esta data alusiva à arte senti que seria importante olhar de facto para os aspetos positivos que a arte tem, pois, numa situação de recolhimento social (ou interior), bem que é necessário e estratégico ser-se ‘artista’.

Alguns de nós criaram a crença de que não são artistas, que essa faceta não lhes toca, porém, acredito, que volvidos 30 dias em recolhimento já terá tido um momento em que pensou ‘caramba, estou a conseguir lidar com esta situação melhor do que previ, de forma mais ágil, criativa e feliz’. Não quero camuflar as dores do momento, mas também não poderei deixar de enaltecer que temos os recursos internos para lidar as vicissitudes presentes.

Para as famílias com filhos em casa é preciso ser criativo para cumprir as suas partes: funcionário em teletrabalho, mãe/pai atento ao(s) filho(s), assegurar alimentação, higiene, rotinas. Talvez tenha chegado a hora de valorizar o papel doméstico, o papel do cuidador. Ser cuidador é extenuante, por favor não se esqueça de cuidar igualmente de si. Este momento apela muito ao olhar para dentro, convida-o genuinamente a avaliar as suas opções até então. Imagina-se a regressar à rotina? Não imagine, nem se esforce. O mundo que existia já não existe, e todos teremos de nos adaptar.

Em Portugal o Ministério da Cultura contará com o valor de um milhão de euros, cuja linha é financiada através do Fundo de Fomento Cultural do Ministério da Cultura, e destina-se a apoiar entidades artísticas e artistas nas áreas das artes performativas, artes visuais e de cruzamento disciplinar. Segundo pude verificar no site, o preenchimento do formulário esteve disponível até dia 6 de abril, não tendo conseguido verificar atualizações no que concerne a uma alteração de data.

Em regime online já foi possível assistir a concertos de artistas portugueses, assim como é possível ouvir histórias, de diversos autores, para crianças (contadas por voluntários, por exemplo através da Associação Nuvem Vitória e da Oficina Clown. Podemos também aprender a fazer massa mãe, para criar pão, aprender a semear e a respeitar os ritmos da natureza. A arte de criar não é exclusiva a telas e tintas. A arte, neste momento, é uma das tábuas de salvação aos sentidos e propósito, é uma plataforma de solidariedade.

Convido-vos a conhecer no Instagram o projeto #rootforgood, da Bolbo, onde a parceria tem o propósito de promover trabalhos diversos, onde os seguidores se possam inspirar, aprender e divertir: sozinhos ou em família. A fundadora, Laura Morais, recorre à sua arte de ilustração para dar vida aos trabalhos dos seus parceiros convidados.

Benefícios de criar:

  • Permite-nos estar mais presentes, ‘aqui e agora’;
  • Nutre a criatividade;
  • Aproxima-nos de outras culturas;
  • Reduz o stress;
  • Desafia as nossas crenças;
  • Torna-nos mais resilientes.

Tal como Vincent Willem van Gogh dizia: "...and then, I have nature and art and poetry, and if that is not enough, what is enough?" ("...e depois, tenho a natureza e a arte e a poesia, e se isso não é suficiente, o que será?" em tradução livre)

Despeço-me com as seguintes sugestões:

Livro: 'A arte de viver', Thich Nhat Hanh

Filme: '1984', George Orwell

Música: 'Bliss (I am the light of my soul)', Sirgun Kaur e Sat Darshan Singh

Todos precisamos de apoio emocional, pedir ajuda é humano. Não hesite em contactar-me: soraiasequeira.heartcoach@gmail.com

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