Paramos a nível planetário e sem excepção surpreendentemente enquanto a maior de todos nós corria atrás de algo. Metas e objectivos muitas vezes excessivamente exagerados, competitivos e cansativos. Andávamos exaustos. Desgastados. Energeticamente desequilibrados.

Agora chegou a grande transição planetária. Astrologicamente, a conjugação muitíssimo rara de acontecer entre Júpiter, Saturno e Plutão em Capricórnio impacta de forma bastante severa no mundo.

Mas o que significa isto na prática? Tudo o que é enfatizado em Capricórnio não é nem manso, nem breve. Demora. Capricórnio é o velho. O ancião. O que vem fazer o outro evoluir. Ele é regido por Saturno (que se encontra em domicílio, ou seja, na sua própria casa e, como tal, apresenta mais força para deixar bem clara a sua mensagem) o que expressa e pede ao mundo uma tomada de consciência, de maturidade, disciplina e obediência, não fosse afinal este um senhor já muito crescido e pouco dado a brincadeiras.

Tudo isto representa um desafio para todos. Crescer é algo que implica na maioria das vezes dor, porque pega em tudo o que são antigos padrões de vida inibindo-os, restringindo-os e muitas vezes até bloqueando-os fazendo com que nos sintamos de mãos e pés atados para assim termos de fazer escolhas acertadas e convictas evitando qualquer tipo de dispersão e futilidade, mas antes alcançar novas estruturas, correcções e alicerces.

Neste momento, este planeta desloca-se de Capricórnio (onde esteve desde dezembro de 2017) para aquário pedindo novas formas de atuar, estar e ser.

É tempo para nos tornarmos mais generosos, prestativos, pormos de lados algum distanciamento e o preconceito que tínhamos em relação ao outro e nos darmos, agora sim pela alma (e que vai muito além das estruturas e exigências outrora pedidas socialmente a cada um).

É a hora em que o alto nos surpreende com a nossa capacidade para lidar com o imprevisto, com aquilo que não conseguimos controlar e a consequente necessidade de enfrentar a vida com optimismo, indo além de qualquer limitação interior. É um momento para curar o mundo começando com cada cura individual e que tão bem é vivida com a energia de Plutão e Saturno lado a lado.

Também lilith e quiron estão em Carneiro (tal como o Sol que iniciou a sua viagem há poucos dias neste signo) exigindo novas experiências, inventando e descobrindo modelos de saúde, tratamentos e curas inovadoras, eficazes e coletivas.

A fase é de realinhamento forçado. Acredito que recebemos do alto a mensagem na língua que cada um consegue ouvir. O céu sacode-nos para nos recomeçarmos. Sem doçura nem panos quentes. Interna cada um dentro de si próprio. Isola o outro para que o seu “mal” não contagie quem está ao lado. Quem ainda não avançou. Não evoluiu. O que fomos trouxe-nos até aqui.

Feita a aprendizagem é tempo de avançar. Passarmos de uma energia consumista onde os verbos executar, produzir, fazer e rentabilizar eram a tónica para uma energia mais subtil, global e do sentir.

É tempo de pararmos tudo o que em cada um de nós era uma visão quase exclusiva de lucro, dinheiro ou bens. Que a nossa ligação à matéria não seja o que nos impede de evoluir e o caminho se faça não mais pelo ter mas pelo ser integro e espiritualizado.

Importa irmos além do nosso umbigo. Recordar nestes tempos as sábias palavras de Buda ou Jesus Cristo na direcção da verdade, da compaixão, do amor verdadeiro e desinteressado facilita a cada um de nós a colaboração e missão individual mas também a aceitação de tudo isto para um bem maior.

Alexandra Ramos Duarte faz parte do grupo de previsores do SAPO Lifestyle. Saiba mais aqui.

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