Quando se fala em Astrologia, é frequente que alguém pergunte sobre a eficácia das “previsões astrológicas”. A associação de ideias é quase imediata: Astrologia = horóscopos.

Para muitas pessoas, a Astrologia resume-se à leitura de uma previsão semanal, que supostamente deverá “acertar” naquilo que vai acontecer não apenas àquela pessoa em especial, mas a todos os que têm o mesmo signo.

Outros artigos de “previsão astrológica” falam sobre esta ou aquela configuração planetária, cuja “influência” implicará uma série de consequências: geralmente, um desfilar de terramotos, guerras, fomes e toda a espécie de acontecimentos catastróficos à escala mundial.

Esta abordagem, que muitos encaram de forma ligeira e divertida é, no entanto “horrorizante” para os que se empenham na correcta divulgação da Astrologia.

A Astrologia é muito mais que uma simples arte adivinhatória.

Se é certo que integra esta componente – que por ser a mais cativante é também a mais conhecida – é igualmente certo que a sua área de estudo é muitíssimo mais vasta e profunda.

A Astrologia estuda (como já referimos noutros textos) a relação simbólica do Todo com a Parte, ao longo do Tempo.

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Que significa isto, à escala individual?

Significa que cada pessoa tem o seu lugar no mundo e que traz em si todo um potencial que importa desenvolver. O mapa natal representa, de forma simbólica, esse potencial.

Ali estão representados não apenas os projectos de vida mas também os momentos mais adequados para os pôr em andamento. Ali estão também indicados (mais uma vez de forma simbólica) os principais obstáculos que levantamos a nós mesmos, na nossa procura por maior expressão e crescimento.

Para algumas pessoas, a vida será um caminho sempre novo, uma descoberta e uma aventura. Para outras, poderá ser um doloroso caminhar ao longo de uma linha tortuosa, traçada (segundo crêem) ainda antes de terem nascido.

Onde reside, então, a diferença?

Na capacidade de Consciência de cada ser.

Quanto mais consciência tivermos maior liberdade de escolha. Logo, menor previsibilidade haverá.

Se tentarmos entender e integrar o nosso papel no Todo Maior, é-nos dada a possibilidade de: escolher entre as principais “linhas de força”, actuar nos tempos certos e evitar os momentos e opções menos favoráveis. Tudo isto tendo em conta que a escolha é, de facto, nossa -- e nossas serão também as consequências dessa escolha.

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Só nesta perspectiva de consciência e liberdade pessoal é que a previsão se torna válida e construtiva.

Se não quisermos ter esta postura, resta-nos sempre a possibilidade de nos considerarmos “azarados”. Podemos até atirar a culpa nos nossos fracassos para algum astro que nos pareça mais antipático...

Será uma opção cómoda, é certo, mas pouco construtiva.

A escolha é nossa.

A Astrologia diz-nos que fazemos parte de um Universo em movimento e expansão, no qual podemos ser intervenientes activos e autónomos ou “vítimas” desprevenidas.

Cabe à nossa vontade pessoal fazer do horóscopo um “mapa dos caminhos” que podemos escolher na vida ou uma “sentença final”, há muito tempo escrita e assinada, perante a qual não temos escolha nem apelo.

por Helena Avelar

Espaço Astrologia

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