É comum as pessoas reduzirem a Astrologia ao seu signo natal ou solar.

Por desconhecimento, falta de informação ou interesse, muitos são aqueles que identificam o seu signo – nem que seja pelo data em que nasceram – mas que depois não encontram em si próprios tantas características desse mesmo signo.

Trata-se, na verdade, de um equívoco.

Não é possível reduzir as características da personalidade a 12 arquétipos psicológicos, ou como quem diz a 12 signos. Assim, seria como dividir a humanidade em apenas 12 tipos – simbolizados nos signos de Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Seria redutor, ainda para mais imaginar que todas as pessoas nascidas em determinado mês teriam o mesmo molde, como se tratasse de um fabrico em série, uma verdadeira máquina de montagem, com as peças todas iguais. Teríamos os clones aquarianos, piscianos, virginianos, escorpiónicos, etc, etc.

Sem margem para mais nada.

E a juntar a isto, neste grande equívoco de signo solar ser igual a astrologia, ainda teríamos estes 12 tipos divididos em grupos de compatibilidades. Na verdade, os grupos dos elementos. As pessoas seriam, e lembrando os tipos psicológicos de Carl Gustav Jung, ou coléricas (Fogo), ou sensoriais (Terra), ou sanguíneas (Ar) ou, finalmente, fleumáticas (Água).

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Não é de facto correcta a redução da personalidade ao signo solar. A Astrologia ensina-nos e dá-nos ferramentas para compreender que são muito mais os factores a ter em conta, e que, muitas vezes, o nosso signo até é de certo modo – embora seja sempre uma característica importante a nível da consciência – colocado num plano menos evidente.

Para isso, para descobrir o que somos para além do signo solar. Que combinações de planetas, casas, aspectos temos é necessário o levantamento daquilo a que se chama mapa natal, e a partir daí o esboço da personalidade, do seu potencial – que deverá ter outros factores em conta – já é visível.

É uma vasta e rica combinação de elementos que traça um mapa natal e que faz com que duas pessoas, por exemplo, nascidas em Fevereiro sob o signo de Aquário sejam tão diferentes, e isto porque podem ter uma base comum (o signo solar) e uma série de aspectos completamente diferentes.

Um ascendente diferente, e assim sendo uma disposição diferente naquilo que são chamadas Casas – áreas de vida - num mapa natal, uma Lua em signo diferente – este luminar muda de signo sensivelmente em dois dias e meio – e muitos outros items que fazem da Astrologia ser muito mais do que um signo solar.

por Rita Moura
www.jornal-astrologia.com

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