Em comunicado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) refere também que em 23 das 25 NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos) houve uma aceleração dos preços da habitação, havendo apenas reduções no Baixo Alentejo (-2,5%) e Beira Baixa (-0,7%).

Segundo o documento, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi de 2.302 euros por m2, enquanto o das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal nacional foi de 1.319 euros por m2.

As duas sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados foram, novamente, Algarve (2.144 euros por m2) e Lisboa (1.904 euros por m2).

No caso da Área Metropolitana de Lisboa (AML), o valor mediano da habitação adquirida por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro (4.283 euros por m2) foi mais do dobro do preço da adquirida por compradores com domicílio no território nacional (1.858 euros por m2).

Segundo o INE, nos últimos três meses de 2021, “todos os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes”.

Barcelos registou o menor preço mediano de alojamentos novos (979 euros por m2) e a menor diferença entre o preço de alojamentos novos e os alojamentos existentes (39 euros por m2), enquanto Lisboa teve o maior diferencial (1.286 euros por m2), com os preços de alojamentos novos nos 4.715 euros por m2.

Entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, todos os das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto exceto Gondomar e Santa Maria da Feira registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional.

Maia (10,5 p.p.), Setúbal (9,8 p.p.), Vila Nova de Gaia (8,1 p.p.), Loures (3,0 p.p.), Almada (2,2 p.p.), e Oeiras (2,1 p.p.) foram os municípios nestas áreas metropolitanas que registaram uma aceleração superior à verificada a nível nacional.

Já nos municípios de Lisboa (0,4 p.p.) e Porto (0,9 p.p.), a “aceleração foi menos expressiva”, refere o INE.

No resto do país, “apenas o Funchal apresentou simultaneamente um preço mediano (1.967 euros por m2) e crescimento homólogo (22,5%) superiores ao nacional, enquanto Coimbra teve um valor mediano acima da referência nacional (1.418 euros por m2) e apenas Leiria cresceu em termos homólogos acima dos 14,1% nacionais (15,4%).

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