Majken e Troels são dois criativos dinarmaqueses que resolveram desistir dos seus empregos e da vida que tinham no seu país natal para viajarem pela Europa.

A ideia é durante seis meses oferecerem o seu know how, ela como copywriter e ele como diretor de arte, às agências criativas das várias cidades pelas quais vão passando, em troca de casa e comida.

Autointitulam-se The Creative Hobos e criaram um blog onde vão relatando todas as experiências que vão vivendo. "Tínhamos empregos muito bons numa das maiores agências da Dinamarca. Um dia decidimos que queríamos experimentar algo completamente diferente. Por isso, despedimo-nos dos nossos empregos e fomos para a estrada para encontrar novas aventuras criativas pela Europa", pode-se ler no blog.

A viagem começou em novembro passado, e em janeiro de 2016 chegaram a Lisboa. Um dos locais por onde passaram foi a Biocol Labs, que apesar de não ser uma agência mas sim um laboratório, não os impediu  de aceitarem o desafio.

Para Christian Balivet, director criativo do laboratório Biocol, "um laboratório não é uma palavra que se usa indiscriminadamente no packaging de um suplemento, cosmético ou gelado para o tornar mais sofisticado. Mas sim, um espaço onde as mentes mais brilhantes, corajosas e provocativas têm o know how e a liberdade criativa para conceptualizar seja-o-que-for que ajude as pessoas a desfrutarem da vida moderna, sem químicos e sem nonsense. A história de Majken e Troels preenchia o perfil de talento que procuramos. Por essa razão acolhemos as suas mentes curiosas e alimentamos-lhes com briefings audazes: desde a revolucionar o aborrecido mundo dos spas, a mudar o tom da indústria da healthcare e wellbeing, a pensar na próxima geração de produtos da algo®. Uma semana equivaleu a um mês de trabalho".

E adianta: "Não só estiveram à altura, como também sentimos que a invasão duo dinamarquesa teve um impacto positivo na cultura da empresa, quebrando com rotinas e despertando o nómada adormecido em todos nós: aprendemos a pronunciar "majken" e "troels" e eles aprenderam a pronunciar "coelho" e "manuela", absorvemos o estilo de vida escandinavo, partilhamos pratos preferidos, superamos barreiras linguísticas com gargalhadas. São estes os pequenos momentos que apreciamos enquanto trabalhamos a todo o gás na nossa missão de criarmos uma sociedade pós-química."

A seguir, a entrevista do SAPO Lifestyle aos The Creative Hobos.

Apesar da experiência ser recente, o que é que já aprenderam até agora?
Têm sido três meses loucos e intensos, pois temos de começar um novo emprego todas as semanas. Mas a intensidade da experiência tem feito com que sejamos cada vez melhores e com que consigamos chegar ao objetivo de forma mais rápida. Trabalhar nestas condições "molda" o teu cérebro.

Qual dos locais por onde já passaram vos fez sentirem-se mais em casa?
Não querendo ser "graxista" nem nada, mas tenho de escolher Lisboa. As pessoas têm sido super recetivas e fazem-nos sentir em casa desde o primeiro dia em que chegámos. Convidam-nos a entrar nas suas casas e no seu dia-a-dia.

Como é que as agências, e as pessoas no geral, têm recebido esta ideia?
Algumas das agências nunca ouvimos falar. É uma indústria que está sempre a "mexer", por isso seria expectável. A maioria das agências tem recebido esta ideia de uma forma positiva e gostam das nossas ideias, quer seja para um trabalho específico ou para um cliente.

É fácil trabalhar num mercado diferente todos os meses?
Depende da tarefa que temos em mãos. É claro que se querem que façamos algo muito local, baseado em características daquela cidade, temos de fazer pesquisa. Mas felizmente, as pessoas são pessoas e os nossos inputs acabam por ser universais.

O que esperam ganhar com esta experiência no final?
Nós queremos ser inspirados pela forma como as outras pessoas trabalham e forçarmo-nos a ser mais criativos. Nós já estamos a fazer isso. No final, queremos voltar para uma vida normal e um emprego a longo prazo. Em qual cidade? Não sabemos. Está tudo em aberto.

Como é que fazem a seleção das agências para as quais querem trabalhar?
Quando chegamos a uma nova cidade, fazemos pesquisa na internet. Temos algumas agências com as quais queremos mesmo trabalhar. Mas também é um bocadinho ir com a maré e aproveitar as oportunidades que, de repente, aparecem do nada.

Porque escolheram a Biocol?
Na verdade, foi a Biocol que nos contactou. Não sabíamos nada acerca desta empresa, mas acabámos por achar bastante interessante a forma como trabalham e como criam paridade entre cientistas malucos e pessoas criativas.

Como foi a experiência na Biocol?
Foi muito interessante ver a forma criativa como trabalham. Tem tudo a ver com investigação. Se eles gostam de uma ideia, eles põem-na em prática. E isso é muito motivador para nós, enquanto criativos.

As fotos da dupla dinamarquesa na Biocol Labs:

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