A surpreendente vitória de Donald Trump na corrida à presidência dos Estados Unidos da América (EUA) está a ter consequências também elas imprevisíveis. Megan Koester, jornalista do site noticioso Vice, diz que muitos norte-americanos «perderam a fé no sonho americano, o sentido de segurança com receio do aumento de crimes de ódio, a confiança no seu colégio eleitoral e, talvez mais tragicamente, a sua capacidade de se vir».

Nas últimas semanas, a repórter analisou muitos dos comentários que têm surgido na imprensa e nas redes sociais, chegando à conclusão que os seus compatriotas estão a fazer menos sexo desde que o multimilionário excêntrico foi eleito. «Não tenho sexo há semanas e a culpa é do Donald Trump», escreveu a revista Cosmopolitan. «Donald Trump está a arruinar a vida sexual da América», pode ler-se na revista Slate.

Um problema que se arrasta desde a campanha eleitoral 

Em outubro, segundo uma monitorização da aplicação móvel de ferlitização Kindara, em 928 mulheres, 38% confessaram que a campanha eleitoral estava a ter um impacto negativo na sua vida sexual. Agora, confirmadas as piores expetativas, o panorama parece ter piorado. «Desde a eleição, ir para a cama [com uma mulher] perdeu muito do seu encanto. Nenhuma me parece sexy», queixa-se Doug, 28 anos.

«Perdi completamente a libido», escreveu Angela, o nome fictício de uma mulher de 31 anos que prefere manter o anonimato. «O futuro parece-me incerto e tenho tido muita dificuldade em atingir o orgasmo», desabafa também Wendy de 24 anos. Stephanie Hunter Jones, uma sexóloga de Los Angeles, também já veio a público afirmar estar «chocada com o número de pessoas, homens e mulheres, a queixar-se de falta de desejo sexual no rescaldo das eleições».

Uma realidade que exige uma resposta imediata

Para Stephanie Hunter Jones, o regresso à normalidade não será imediato. «O aspeto mais chocante [da eleição] é que vai demorar tempo a ultrapassar o problema. Mas temos de o enfrentar e começar a lidar com ele de imediato», defende a sexóloga. Ainda assim, também não faltam exceções à regra. «O Trump pode acabar com tudo mas nunca me tirará os meus orgasmos de mulher», afirma Heather, 27 anos, defensora da masturbação feminina.

«Eu tenho lutado contra a vergonha e contra o trauma numa sociedade que me diz que as mulheres não se devem masturbar. Por isso, eu faço-o. É a minha forma de resistência», desabafa a norte-americana. «As pessoas têm de se virar para elas próprias e mentalizar-se que estão seguras e que ninguém lhes fará mal. Têm de passar a gostar mais delas próprias», defende a sexóloga, que tem dado este conselho aos (muitos) pacientes que a têm procurado.

Para combater o problema e levar as pessoas a recuperar a libido e a reconciliar-se com o sexo, muitos especialistas têm sugerido o recurso a novas experiências sexuais, desafiando muitos casais a testar novas posições, como as que lhe sugerimos de seguida, como forma de potenciar a novidade e combater a rotina. «É fundamental enfrentar o problema», defende Stephanie Hunter Jones.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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