O Green Innovation Group, organização dinamarquesa fundada em 2015 que detém o Greentech Challenge, apresenta em Lisboa entre 4 e 8 de junho o primeiro Summit dedicado exclusivamente à Economia Azul – o 7 Seas Summit.

Doze startups com soluções focadas no Mar terão 3 dias de mentoring e 2 dias de pitch perante um painel que irá escolher os 3 melhores projetos.

Nos dias 7 e 8 de junho, o evento será aberto ao público, e decorre no Pavilhão do Conhecimento, contando com o apoio da Embaixada da Dinamarca e do Ministério do Mar. No último dia do evento, dia 8, haverá a tão esperada apresentação dos finalistas, entrega de prémio ao vencedor e painéis de debate dedicados ao plástico nos oceanos, poluição provocada pelos navios (Shipping), conservação da vida selvagem e impacto empreendedor.

Depois de duas edições em Lisboa sob a chancela de Greentech Challenge, o formato de Summit com maior duração e mais momentos de discussão surge agora graças ao facto de Portugal se ter vindo a posicionar como país pioneiro no desenvolvimento tecnológico da economia marítima com inúmeros fundos europeus para efetivar as diretrizes de luta contra a poluição, desertificação marítima e o excessivo plástico nos oceanos. A organização pretende também posicionar este evento como uma preparação para o próximo ano em que Lisboa será capital sustentável europeia.

Os co-fundadores do grupo, Frederik van Deurs e Martin A. Petersen, decidiram o ano passado mudar-se de Copenhaga para Lisboa e contam já com uma equipa de 30 pessoas. O conceito de eventos de apoio e aceleração a startups verdes tem ganho dimensão global tendo já planeados 8 eventos este ano em cidades como Copenhaga, Paris, São Paulo, Oslo e Londres. Ao nível financeiro já proporcionou a mais de 70% das startups participantes um investimento médio de cerca de 500 mil euros.

Martin A. Petersen, co-fundador do Green Innovation Group, comenta que “devido à importância da localização geográfica de Portugal, bem como a vasta costa portuguesa e todo o seu território marítimo, o crescimento económico português e toda a estratégia de investimento do governo para PME’s e Startups, este foi o país que optámos para viver e lançar este novo projeto, o 7 Seas Summit.”

Frederik van Deurs, outro dos co-fundadores, relembra “comportamentos inaceitáveis como descargas industriais impróprias nos rios, derrames de crude em grande escala e má gestão de resíduos domésticos têm agravado fenómenos como a redução acelerada das espécies e aumento exponencial de resíduos de plástico transformadas em autênticas ilhas de lixo a flutuar – se pensarmos que o que vemos à superfície representa apenas 5%, dá para ter uma ideia da escala. É essencial ter presente que as crianças de hoje correm o risco grave de, em adultos, não terem recursos básicos como água potável.”

Ainda na sequência do evento fica o alerta, a todas as pessoas, de alguns dos materiais consumidos diariamente mais encontrados no mar. 

De acordo com a organização Safety 4 Sea, este é o tempo médio de decomposição dos materiais que se encontram nos tubos de ensaio: 

1. Cotonetes – 5 meses

2. Cigarro – 1 a 10 anos

3. Palhinha de plástico – 10 a 20 anos

4. Alumínio – 200 anos

5. Fraldas – 450 anos

 

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