Apresentado em Santa Maria da Feira durante um evento comemorativo dos 150 anos do grupo Amorim, que se assinalam em 2020, o estudo analisou o ciclo de vida das rolhas de cortiça da Corticeira Amorim e confirmou, segundo destaca a empresa, a “pegada de carbono negativa das rolhas de cortiça Amorim”.

Encomendado pela Amorim para “avaliar os impactos associados ao processo produtivo e obter dados que permitam melhorar o seu desempenho ambiental”, o trabalho apurou, através de um cálculo detalhado para a pegada de carbono da rolha de cortiça natural, “um balanço de carbono com um impacto positivo na regulação do clima de -5,7 gramas (g) de CO2eq [equivalência em dióxido de carbono]/rolha”.

Já os resultados para a pegada de carbono da rolha de champanhe evidenciam um balanço de carbono com um impacto positivo de -2,5g de CO2eq/rolha, conclui.

Considerando o perímetro alargado que inclui o sequestro de carbono no montado de sobro associado à produção de cortiça, os resultados elevam-se para -309g CO2eq/rolha de cortiça natural e para -562g CO2eq/rolha de espumante.

O estudo da EY adotou uma abordagem ‘cradle to gate’, na qual o ciclo de vida do produto foi avaliado desde a obtenção de matéria-prima até à conclusão do processo de produção.

“No seu conjunto, estes dados confirmam o impacto positivo das rolhas de cortiça na regulação do clima, superando largamente as avaliações anteriores”, destaca o grupo Amorim.

Isto porque, explica, comparando estes resultados com a avaliação anterior (PwC/Ecobilan, 2008) nas rolhas de cortiça natural, “verifica-se que os impactos comparáveis avaliados para as principais etapas do processo industrial e dos transportes foram reduzidos de -2,3g CO2eq/rolha para -4,3g CO2eq/rolha, ilustrando melhorias significativas no desempenho ambiental devido, nomeadamente, à eficiência no uso dos recursos e medidas de eficiência energética”.

“Tendo em conta que o sobreiro retém o carbono ao longo da sua longa vida, e independentemente da extração de cortiça, a utilização económica do montado para a produção de cortiça viabiliza a perpetuidade de um ecossistema único, com externalidades positivas de valor inestimável para a sociedade, entre as quais o sequestro de carbono, contribuindo positivamente para a regulação do clima”, sustenta a Amorim.

Segundo destaca, “numa altura em que a proteção do ambiente é mais importante do que nunca, as credenciais de sustentabilidade das rolhas de cortiça são cada vez mais valorizadas pelos consumidores nacionais e internacionais, a que se junta a reconhecida capacidade técnica superior da cortiça em termos de salvaguarda da qualidade dos vinhos”.

Para analisar a pegada ambiental associada à produção das rolhas naturais e de espumante, o estudo realizado pela EY em 2019 centrou-se na avaliação do ciclo de vida (ACV) com base nas normas ISO 14040/44 (ISO, 2006), complementadas com as diretrizes do International Reference Life Cycle Data System (ILCD) Handbook - General guide for Life Cycle Assessment - Detailed guidance (EC-JRC, 2010).

A avaliação focou-se numa unidade funcional de 1.000 rolhas e analisou os impactos relacionados com a produção e consumo de matérias-primas, energia, emissões de processos, consumo de água, produção e transporte de resíduos em cada etapa, consideradas as categorias de impacto normalmente utilizadas nas ACV para produtos de cortiça.

Os dados associados à produção foram fornecidos pela Corticeira Amorim, enquanto os processos gerais de produção associados à produção de matérias-primas, energia, transporte e gestão de resíduos foram obtidos na base de dados ecoinvent 3.5 (Werner, et al., 2016).

Para avaliar a pegada ambiental ao longo de um ano inteiro (2018) foram recolhidos dados de consumo de energia e material, emissões atmosféricas, tratamento de resíduos e água para cada etapa. Potenciais impactos ambientais foram alocados aos produtos analisados e aos seus subprodutos após uma alocação de massa.

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