Sempre que começa um novo ano é normal surgirem várias ideias de resoluções para os meses que aí vêm. Contudo, estes desafios nem sempre são colocados em prática. Isto porque podem apenas ser reflexo da euforia do momento e, ao longo do tempo, a determinação e o foco desvanecem. Mas, por outro lado, isso também pode acontecer por falta de conhecimento e de estratégias.

Por isso, se uma das coisas que gostaria de ver mudadas na sua vida este ano passa pela adoção de uma vida mais sustentável, está no artigo certo. Qualquer mudança que faça, por mais pequena que seja, vai contribuir não só para melhorar o seu estilo de vida, como também para aumentar a sustentabilidade ambiental. Aqui ficam seis hábitos que pode começar a adotar no seu dia a dia.

1. Compre alimentos sazonais

Certamente já deu por si a comprar frutas ou legumes que não costumavam estar disponíveis nessa altura do ano. Em termos ambientais e de saúde pode não ser uma boa opção. Os alimentos sazonais são produzidos e colhidos de acordo com as estações do ano. Ao escolhê-los, está a favorecer a agricultura sustentável, a tirar partido das suas potencialidades nutricionais e também poderá conseguir poupar na sua aquisição.

Afinal, é normal que alimentos que não sejam da época tenham um valor mais elevado e ao evitá-los acaba por não apoiar a produção com base em estufas aquecidas e iluminadas de forma artificial, que consumem demasiada energia. Caso não tenha a certeza da sazonalidade de alguns produtos alimentares, existem vários calendários sobre o tema disponíveis gratuitamente na Internet.

2. Diminua a quantidade de carne ingerida em prol de frutas, legumes, cereais e leguminosas

Embora as dietas alimentares possam gerar alguma polémica, pois todos os anos surgem novas variantes que prometem excelentes resultados na perda de peso, a verdade é que se seguir ao roda dos alimentos vai dar sempre prioridade a uma alimentação mais saudável.

Ao privilegiar o consumo de produtos de origem vegetal não só reduz o impacto que a produção de carne e as pescas têm no ambiente, como também vai beneficiar a sua saúde. Os produtos processados devem ser ao máximo evitados. Caso pretenda diminuir o consumo de carne, mas não na sua totalidade, dê prioridade à agricultura biológica e nacional. É importante ainda referir que é possível  ter uma alimentação mais saudável sem gastar muito dinheiro.

3. Opte por produtos biológicos e compre aos produtores locais

Estes dois aspetos devem andar de mãos dadas, pois só desta forma é que é possível diminuir o impacto ambiental negativo da agricultura. Por exemplo, na agricultura biológica não existe a fertilização química e a gestão dos solos é mais cuidada e adequada. Embora exista um maior respeito pela biodiversidade, se a produção biológica for proveniente de grandes produtores, o impacto ambiental pode não ser o mais adequado devido à necessidade de recorrer a terrenos de maiores dimensões.

Por isso, o melhor é tentar recorrer a produtos biológicos de pequenos produtores locais e nacionais, que façam uma produção sazonal de alimentos. Para além de estar a ajudá-los, vai conseguir consumir produtos de qualidade. Conhecer a origem daquilo que ingerimos é fundamental para fazermos melhores escolhas para a nossa saúde, mas também para a do nosso planeta.

4. Compre apenas o que lhe faz falta e evite o desperdício alimentar

Sempre que combater o desperdício de alimentos vai estar a preservar recursos naturais e a evitar que a emissão de gases de efeito de estufa tenha sido em vão. Isto porque os alimentos desperdiçados são responsáveis por cerca de 10% do total destas emissões.

Para ser mais fácil evitar que os alimentos vão para o lixo, o melhor é dar preferência aos produtos que podem ser comprados à unidade e em granel. Desta forma, apenas vai estar a levar apenas a quantidade necessária para poucas refeições, permitindo uma alimentação à base de alimentos frescos.

Para além disso, atualmente existem algumas empresas que se focam no combate ao desperdício comercializando alimentos que estão perto do fim da validade ou que não têm o aspeto ideal para a sua comercialização. Ao adquiri-los, impede que a comida vá para o lixo e consegue uma redução do preço que iria pagar por eles. Logo não vai só estar a poupar o ambiente, como também a sua carteira.

5. Cuidado com tudo aquilo que é descartável e não pode ser reciclado

É fundamental diminuir o consumo de produtos descartáveis e embalagens de plástico ou papel que não podem ser recicladas devido à sua decomposição lenta. O ideal é que considere outras opções  Embora muitos produtos que permitem a sua reutilização tenham preços mais altos, se os utilizar durante bastante tempo vai conseguir recuperar o investimento feito. Por exemplo, uma boa solução são as garrafas de água reutilizáveis e as palhinhas e escovas de dentes de bambu.

Na hora de fazer compras pode sempre levar sacos de pano onde pode colocar os seus alimentos e usar a mesma solução para qualquer compra que faz. Embora muitas empresas tenham adotado embalagens de papel ou cartão, se estas não forem utilizadas diversas vezes também acabam por ter uma pegada ecológica negativa. Isto porque a produção de papel consome bastantes recursos naturais, e para ser vista como uma opção sustentável deve ser reutilizada e não colocada imediatamente para reciclar.

6. Recicle sempre que puder e apenas deite fora aquilo que não pode ser reutilizado

Reciclar nunca foi tão importante. Mas a verdade é que ainda existe bastante desinformação sobre a sua importância no nosso dia a dia. Quanto mais pessoas reciclarem o seu lixo, menor serão as quantidades de resíduos, dando a oportunidade a mais materiais de serem reutilizados e ganharem uma nova vida. Caso tenha filhos é importante que, desde cedo, os ensine sobre a importância da reciclagem e do impacto negativo que muitos resíduos têm no ambiente.

Em relação a outro tipo de produtos e materiais, a reciclagem e reutilização dos mesmos também não deve ficar esquecida, até porque pode estar a perder uma oportunidade para poupar. Por exemplo, se alguns móveis da sua casa já estão com algum desgaste, pode sempre pintá-los e dar-lhes uma nova vida. Já a roupa que não lhe serve ou não tem tido utilidade pode sempre ser dada a quem necessita ou utilizada para a conceção de uma nova peça.

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