É bem conhecida a relevância que o LinkedIn assume no recrutamento nos dias que correm. Até aqui nada de novo. O que também não é novidade é que se quiser otimizar os resultados e a visibilidade do seu perfil deve incluir um título profissional. Aliás, em certos casos (para não dizer bastantes) essa é mesmo a única parte que os recrutadores leem. Mas nem sempre é fácil. E é aqui que entra a novidade deste artigo. Ora responda a esta pergunta: alguma vez pensou – ou se viu na situação – de ter que atualizar o seu perfil estando desempregado? E agora, o que vai incluir no seu título profissional?

Uma questão de título

Quem procura emprego quer encontrar uma solução rapidamente. Mas na ânsia de arranjar emprego os profissionais acabam por cometer alguns erros, nomeadamente, no perfil do LinkedIn. É normal que queira atualizar o seu perfil e tentar destacar-se aos olhos dos seus recrutadores, mas se está desempregado talvez seja melhor pensar duas vezes antes de definir o seu novo título.

Expressões como “à procura de novas oportunidades”, “a procurar emprego como…”, “em transição” ou simplesmente “desempregado” são comuns em perfis de profissionais desempregados. E se à primeira vista pode parecer fazer sentido, saiba que pode ter um impacto negativo e até prejudicar a sua procura de emprego. Porquê? Simples, além de não serem títulos (ou expressões) atrativos aos olhos dos recrutadores, acabam por transmitir a ideia de um certo “desespero” (ainda que isso possa ser verdade, não precisa – nem deve – mostrar isso aos seus potenciais recrutadores).

O segredo passa por não focar tanto as atenções na sua situação de desemprego; mas antes que tente destacar as suas principais competências, as grandes conquistas em trabalhos anteriores, as mais-valias que pode dar a uma empresa ou os seus projetos futuros. Ou seja, mesmo estando desempregado não deixa de ser um profissional na sua área, pelo que pode continuar a autodenominar-se como tal e, em simultâneo, destacar os seus objetivos profissionais.  Portanto, se antes era Marketeer, pode continuar a sê-lo; ou se antes era Engenheiro Informático, certamente não o deixou de ser. Isto é, se quer procurar novas oportunidades numa determinada área é bom que se autointitule como um profissional dessa mesma área. Lembre-se que a maioria dos recrutadores não passa do título e, para que evitar que isso aconteça, têm que ser cativados e sentirem-se “encorajados” a perscrutar todo o seu perfil. Quanto mais atrativo for o seu título, maiores serão as suas possibilidades.

Está entre empregos… e está tudo bem!

Adotar esta ideia pode ajudá-lo. Até porque mesmo estando desempregado, continua a ser dotado de competências. E lá porque ficou desempregado, não significa que tenha fica desacreditado enquanto profissional. Não é o único profissional a enfrentar uma situação de desemprego, nem tão pouco é o primeiro ou será o último. É lamentável, mas é a realidade.

Portanto, não fique tão “colado” à ideia do desemprego. Ao invés disso, foque as suas atenções em otimizar o seu perfil do LinkedIn de forma a atrair os recrutadores e demonstrar o seu valor. Afinal, todos os profissionais enfrentam altos e baixos ao longo da sua carreira, o que os distingue é a forma como lidam com esses “picos”. Além disso, estando desempregado até fica com mais tempo para agendar entrevistas com os recrutadores que “conquistar” no LinkedIn.

E lembre-se, no fundo tudo se resume às palavras-chave certas e “desempregado” não é uma delas.

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