Trata-se de uma perturbação crónica que se manifesta no desejo incontrolável de arrancar os próprios cabelos, sendo os locais mais frequentes o couro cabeludo, as sobrancelhas e as pestanas.

É um distúrbio no controlo dos impulsos inserido no âmbito das doenças obsessivas-compulsivas. Os doentes brincam com os cabelos arrancados, passam-nos pelos lábios, trincam-nos e chegam mesmo a comê-los (tricotilofagia).

Causas

Desconhecem-se as causas desta síndrome mas está associada a situações de depressão, acumulação de stress ou actividades sedentárias, bem como a factores genéticos.

O impulso de arrancar os cabelos tanto pode acontecer num momento de ansiedade como num momento de relaxamento, a ver televisão ou a conduzir.

Sintomas

Progressiva falta de cabelo; tensão nervosa antes de arrancar um cabelo ou enquanto resiste a fazê-lo; redução dessa mesma tensão logo após o acto e imediata sensação de prazer e gratificação; isolamento social.

Tratamento

Sendo uma síndrome obsessivo-compulsiva, as técnicas comportamentais, a hipnose e os antidepressivos estão entre as terapias que obtêm melhores resultados. Qualquer medicação deve ser acompanhada de psicoterapia.

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Começa na infância

A tricotilomania surge normalmente antes dos 17 anos de idade. Antes dos seis anos, é considerado um início precoce, sendo que a intervenção psicológica costuma ser bem sucedida nesta fase. A partir dos 13 anos é considerado um início tardio, com tendência a tornar-se num problema crónico.

Avanços científicos

Não existe ainda nenhum medicamento específico para a tricotilomania mas, segundo um estudo publicado pela Universidade de Minnesota (EUA), o aminoácido N-acetilcisteína parece diminuir os sintomas desta patologia. Embora a N-acetilcisteína já seja usada na terapêutica de outras doenças (respiratórias e tóxicas, sobretudo), são necessários mais estudos para comprovar o seu efeito benéfico na tricotilomania.