A toma de algumas pílulas está associada ao aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) devido a um dos seus constituintes, o estrogénio. Também presente na terapêutica hormonal na menopausa, esta hormona condiciona o «aumento das proteínas pró-coagulantes» e a diminuição da atividade anticoagulante do organismo, o que favorece o «aumento do risco de trombos, fenómenos embólicos que estão na origem do AVC isquémico», explica a médica ginecologista Tereza Paula.

A assistente hospitalar de ginecologia-obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, ressalva que o risco aumenta se existirem outros fatores associados, como peso excessivo e tabagismo. «Mulheres fumadoras com mais de 35 anos não devem tomar uma pílula com estrogénio», adverte a especialista.

Também quem tenha tido um AVC ou que sofra de alterações na coagulação do sangue (trombofilias) deve evitá-la, bem como a terapêutica hormonal na menopausa. Às mulheres cuja toma da pílula não está contraindicada, Tereza Paula recomenda o controlo do peso, a prática de exercício e adoção de uma dieta saudável, enquanto estratégias que permitem reduzir o risco de AVC.

Texto: Catarina Caldeira Baguinho

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