O cliché é velho e está mais do que gasto mas prova que a sapiência dos antigos não pode ser negada. Prevenir é mesmo o melhor remédio. "Muitas vezes, os problemas de saúde estão relacionados com maus hábitos de vida, portanto se tivéssemos mais regras, comêssemos bem, fizéssemos desporto seríamos mais saudáveis e não teríamos de gastar dinheiro com a saúde", diz Pedro Lobo do Vale, médico de clínica geral.

Se não houver queixas, o especialista aconselha a consulta uma vez por ano e ir ao dentista de dois e dois anos. Lembra ainda que se deve fazer análises ao sangue também uma vez por ano e, a partir de uma determinada idade, um eletrocardiograma com a mesma frequência. "Mas não vá ao médico à menor queixa", afirma. À lista de exames periódicos, as mulheres devem acrescentar ainda a citologia e a mamografia.

Acrescente-se que, na perspetiva de Pedro Lobo do Vale, "o imposto sobre o fast food [muito comentado há uns tempos] não é solução e a qualidade do Serviço Nacional de Saúde, que era muito razoável, vai baixar, sobretudo, porque vai haver uma maior procura", defende o especialista, que aponta mesmo duas soluções de poupança:

1. O recurso a medicamentos genéricos

São mais baratos mas nem sempre estão acessíveis. "Pode também poupar muito dinheiro com os medicamentos genéricos, mas ainda há uma série de entraves ao seu uso. Por vezes, receitamos e depois o doente vai à farmácia e não os encontra", realça Pedro Lobo do Vale.

2. Praticar desporto

Fazer exercício físico é fundamental, mas não precisa obrigatoriamente de se inscrever num ginásio. "Pode caminhar, fazer circuitos de manutenção, comprar um livro de exercício para fazer em casa", exemplifica o médico.

Texto: Rita Caetano com Pedro Lobo do Vale (médico de clínica geral)

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