Investigadores estão a desenvolver
uma nova fórmula que não só nos
permitirá beneficiar do sol, sem pôr
em risco a pele, como irá bronzear.

Para grande parte da população, o
Verão é sinónimo de bronzeado.

No entanto, apesar
dos raios ultravioletas provocarem
danos irreversíveis na pele, que favorecem
o fotoenvelhecimento e o cancro
cutâneo, continuam a não ser poucas as pessoas que
continuam a expôr-se ao sol a qualquer
hora do dia e, muitas vezes, sem
aplicar um protector solar.

De acordo
com Barbara Gilchrest, dermatologista
e investigadora da Boston University
School of Medicine, existem protectores
solares muito bons no mercado, mas
ainda há quem os evite porque impedem
a estimulação da melanina, o pigmento
que confere o tom bronzeado
à pele.

«Os adolescentes e os jovens
adultos querem o bronzeado no presente
sem se preocuparem com o futuro,
isto é, não conseguem imaginar-se
com a pele danificada ou mesmo com
cancro cutâneo», refere a investigadora.
Desenvolver um produto que estimule
o bronzeado sem pôr a pele em perigo
é o desafio a que muitos cientistas
tentam responder.

Barbara Gilchrest
lidera uma equipa de investigadores
empenhada nessa tarefa. Segundo esta especialista, poderá ser
possível no futuro proteger a pele com
produtos que estimulem o bronzeado
sem que isso signifique causar danos
ao DNA. É precisamente nesse campo
que a dermatologista está a trabalhar.

«Já demonstrámos que pequenos fragmentos
de DNA existentes nas extremidades
dos cromossomas
(osT-oligos)
enganam as células e activam o
mecanismo de reparação cutânea que
geralmente sucede a exposição solar,
embora as células do DNA se mantenham
intactas. O resultado é um bronzeado sem qualquer tipo de danos».

Quando questionada se esse engano
poderá ser prejudicial, Barbara Gilchrest
não tem dúvidas. «Não há qualquer
perigo. Bem pelo contrário, deste
modo, conseguimos incrementar a
acção contra a mutação do gene p53,
responsável pelo desenvolvimento do
cancro da pele», acrescenta.

Enzimas reparadoras

«Dos produtos que existem hoje no
mercado, apenas os autobronzeadores
conseguem ter uma acção semelhante
à dos T-oligos, através da dihydroxyacetone
(DHA) que dá um tom acastanhado
à pele, mas sem estimular a
melanina e sem proteger a pele das
agressões dos raios ultravioletas», afirma
a investigadora.
No laboratório da Boston University,
os investigadores estão a experimentar
um creme com enzimas bacterianas
que reparam o DNA e aumentam
a protecção natural do organismo.

O
objectivo é alcançar um produto que
possa ser usado durante e depois da
exposição solar para acelerar o processo
de reparação, imitando o processo
desencadeado pelos T-oligos e fomentando
a acção das hormonas produzidas
naturalmente pela maior parte
das células cutâneas (os queranócitos)
e que depois são transferidas para os
melanócitos (as células pigmentadas).


Veja na página seguinte: Os resultados da primeira experiência laboratorial

Já foi feita uma experiência com
doentes com xerodermia pigmentosa,
uma patologia que aumenta o risco
de cancro da pele, e constatou-se
que essas enzimas reduzem a formação
de lesões pré-cancerosas.

Assim,
as expectativas para a criação de um
creme ou de uma loção num futuro
próximo são muito boas.

Os conselhos da
dermatologista

Enquanto este novo protector
não é lançado no mercado, Barbara
Gilchrest diz-lhe como conseguir
um bronzeado saudável. Em primeiro lugar, tenha em conta que a capacidade de suportar os raios
ultravioletas e de bronzear depende
muito de pessoa para pessoa.

A exposição solar deve ser reduzida
ao mínimo quando o sol está mais
intenso, entre as 11h00 e as 17h00. Perto do Equador a intensidade dos
raios ultravioleta aumenta. Ao fim de
apenas cinco minutos, um caucasiano
sem protector solar pode apresentar
queimadura solares.

A maioria das pessoas usa apenas
metade da quantidade de protector
solar recomendável, o que faz com
que uma protecção 15 baixe.

Texto: Rita Caetano com Barbara Gilchrest (dermatologista)

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