Para muitos o ar-condicionado é indispensável, seja na primavera e no verão quando a temperatura é mais alta ou no inverno quando o ambiente se torna gelado. É algo muito presente principalmente nos locais de trabalho e no carro.

A maioria das pessoas quando entra em ambientes com climatização por meio de ar condicionado sente algum tipo de irritação, como tosse, crise de espirro e dor de cabeça. Aqueles que têm rinite são os que mais se queixam, sofrendo de inflamação nas mucosas nasais e até nos olhos.

A questão é que por muito tempo essa culpa foi atribuída à falta de limpeza dos filtros — cuja função é a de purificar o ar — que acumulavam lixo e microrganismos nocivos à saúde. Foi então que se iniciou uma verdadeira batalha contra ácaros, fungos e bactérias. O lado bom de tudo isto foi a consciencialização que despertou nas pessoas sobre a necessidade de cuidados adequados com tais aparelhos. Para ter uma noção, respiramos cerca de 20 mil vezes por dia e o ar climatizado artificialmente pode ser prejudicial à saúde, se alguns cuidados essenciais com os aparelhos não forem tomados.

Fungos, bactérias e ácaros podem ser os grandes problemas, porque a redução drástica da captação do ar externo, provoca o aumento da concentração de poluentes biológicos no ar interno, fazendo com que a taxa de renovação seja insuficiente. Com isso, existe o risco de concentração dessas formas de vida nos ductos de ar condicionado, o que favorece a proliferação desses agentes, e compromete a qualidade de vida das pessoas, principalmente as que são mais vulneráveis à contaminação, como aquelas que têm problemas respiratórios como a rinite alérgica.

Os sistemas de ar condicionado central podem contribuir para o surgimento ou piora dos sintomas de alergias respiratórias. Isso ocorre porque o filtro de ar desses aparelhos, não está preparado para reter as micropartículas - fungos, bactérias, mofos, ácaros e vírus – agentes mais implicados no desencadeamento de alergias respiratórias. Salas amplas e cheias de gente a trabalhar, acabam por se tornar ambientes insalubres, criando condições ideais para a proliferação das doenças provocadas por esses alérgenos.

Qual a relação com as doenças do aparelho respiratório?

O ar frio paralisa os pelos que revestem as paredes do sistema respiratório, que são encarregues de atirar para fora as impurezas que entram juntamene com o ar que respiramos. Assim, fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo, livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

As doenças do aparelho respiratório são, principalmente: sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e constipações. Gripes, por exemplo, comprometem as defesas e favorecem infeções mais graves, como a pneumonia.

Como prevenir?

Evite locais fechados, com grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, pois facilita a contaminação. Em salas com carpete, o perigo é muito maior. Mesmo que a pessoa não seja alérgica, a exposição aos elementos causadores de alergias (ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado, bactérias) acaba por fazer com que ela fique com maior sensibilidade. Dessa forma, a exposição repetida pode levar ao desenvolvimento de sintomas alérgicos. Como em toda doença alérgica, a prevenção é o melhor remédio.

Quais os cuidados a serem tomados?

Evitar permanência em ambientes insalubres por muito tempo;

Tratar a alergia quando as crises surgirem;

Tomar vacinas, quando houver indicação;

Alérgicos e pessoas com mais de 50 anos devem tomar vacinas contra gripe, pneumonias e outras infeções respiratórias, provocadas por bactérias como o pneumococo e o hemófilo;

Tomar banho à temperatura ambiente (mais frio);

Fazer exercício físico;

Praticar natação preferencialmente em piscina fria (a recomendação não vale para quem tem sinusite, porque a natação pode agravar o problema).

Janelas fechadas, cortinas ou persianas que não deixam entrar nem uma nesga de sol, contribui para um ar que entra pelas narinas levando aos pulmões algo mais que puro oxigênio. Se você mora ou trabalha num ambiente com essas características, previna-se: lugares onde apenas dez por cento do ar circulante é renovado com ar de fora do prédio são propícios à proliferação das alergias respiratórias. Locais com refrigeração central são a habitação ideal para ácaros, fungos, bactérias e outros agentes causadores de alergias respiratórias.

O caso do ar condicionado no carro é um pouco diferente. Neste caso é até , principalmente no caso de quem é alérgico a pólen de flores e fumo dos camiões.

Também não representa perigo instalar em casa aquele aparelho pequeno, de parede. O ar é todo renovado pelo aparelho. Sai o ar quente do interior e entra novo ar de fora. Mas deve-se ter cuidado com a limpeza do filtro e da parte externa que reveste o aparelho. Nestes locais podem estar acumuladas fezes de pombos e de outros pássaros, que representam perigo à saúde das pessoas.

Quando secas, elas podem ser aspiradas para dentro do sistema, dessa forma sendo levadas para o ambiente refrigerado. As fezes do pombo têm um fungo chamado Criptococcus neoformans, que pode provocar pneumonia e meningite.

O calor do sol é o maior inimigo de fungos, ácaros e mofo. Por isso, os alergologistas recomendam que deixe entrar em sua casa a luz do sol e o ar puro. Eles lembram que evitar as causas das alergias respiratórias é fundamental, o que significa manter a casa ou escritório livre da poeira, do mofo e dos insetos mortos.

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