Os géneros alimentares que são light através da remoção do "açúcar" do alimento e sua substituição por adoçantes (ex.: aspartame, acessulfame K) e nos que existe redução do teor de gordura, encontram-se neste grupo.

Diversos estudos científicos têm revelado que, curiosamente, os grandes consumidores destes produtos são pessoas com excesso de peso, ou mesmo obesidade. Ora, se o objetivo é ingerir menos calorias, estes produtos não deveriam ser consumidos maioritariamente por pessoas que já atingiram um peso normal e são saudáveis? Isso seria indicador que os produtos light exerceriam o efeito pretendido.

 O consumo de géneros alimentares light levanta algumas problemáticas:

 - A pessoa ao ingerir um produto com menor valor calórico, que o respetivo na "versão original", sabe que pode comer um pouco mais e ainda assim obter o mesmo valor energético da "versão original", existindo a tendência para comer mais;

 - O produto pode ser menos calórico que a "versão original" mas mesmo assim possuir bastantes calorias (ex.: leite condensado magro, refrigerante light);

 - Dado o género alimentar sofrer modificações na sua fórmula para ser convertido num produto light e por conseguinte havendo redução de gordura e/ou açúcares, confere menor saciedade e “palatibilidade”, existindo uma tendência de ingerir maior quantidade;

 Existem estudos científicos que mostram que apesar destes produtos terem menos calorias, não são isentos de consequências. Existe uma predisposição para o aumento do peso, perímetro abdominal, mas também de haver desequilíbrio na produção de insulina, podendo conduzir à diabetes ou agravando uma diabetes já existente.

Assim, o ideal é evitar quer o consumo de açúcar, quer de adoçantes, quer de produtos light.

Todavia, se tiver que ingerir algum destes, que seja uma pequena porção de açúcar e de forma moderada.

Fonte: University of Texas

Dra. Joana Pinheiro (nutricionista)

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