"A situação é bastante crítica, sobretudo no último degrau da cadeia, que são as farmácias (...) o problema não é a distribuição, é um problema de abastecimento", disse aos jornalistas o presidente da Fefarven.

Segundo Freddy Ceballos, parte do problema deve-se a que o Governo "não estimula a produção" local de medicamentos" e "não consegue entender que são precisas matérias-primas" para fabricar os medicamentos, pelo que se avizinha uma crise de fármacos.

Por outro lado está também a descida periódica do número de unidades de medicamentos que é importada. "Quando baixa de 740 milhões de unidades para 264 milhões, isso reflete a escassez que estamos vivendo", afirmou.

Segundo aquele responsável na Venezuela existe uma farmácia para cada sete mil habitantes e no último ano pelo menos 70 farmácias foram à falência, "e a situação continua piorando".

Por outro lado os laboratórios farmacêuticos "estão a trabalhar abaixo de 50% da capacidade" que têm para fabricar medicamentos, porque o Governo venezuelano não autoriza o acesso do setor a dólares para as importações, na sequência do sistema de controlo cambial que desde 2013 vigora no país e que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira. "Desde outubro do ano passado que não autorizam dólares preferenciais para a indústria farmacêutica", frisou.

Desde há três anos que na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população de dificuldades para conseguir produtos básicos e medicamentos no mercado local.

Também há críticas de que alguns medicamentos chegam ao país a preços excessivamente altos tendo em conta os salários locais.

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