À pedido da Lusa, a médica reagiu às especulações que circulam na Guiné-Bissau e na comunidade guineense emigrada no estrangeiro, segundo as quais as mulheres que não atingiram os 50 anos não poderiam tomar a vacina do fabricante norte-americano Jansen.

“Recomendamos as mulheres acima e abaixo dos 50 anos para irem vacinar-se e podem tomar a vacina Janssen”, disse Magda Robalo.

A alta-comissária guineense notou, contudo, ser necessário que as mulheres com menos de 50 anos estejam atentas aos efeitos ou reações após tomarem aquela vacina, como trombose, embora raramente fatal, observou.

Magda Robalo esclareceu que “de facto” a vacina da Jansen “provocou acidentes sanguíneos”, nomeadamente a formação de trombose, tendo causado a morte a sete pessoas em maio de 2021.

“Houve 28 casos desta síndrome, que é uma situação que pode ocorrer entre 13 e 15 dias depois da vacinação e que provoca trombose no sangue, mas raramente pode ser fatal”, referiu Robalo.

A médica guineense sublinhou que na altura concluiu-se tratar-se de um fenómeno raro nas mulheres entre 18 e 49 anos, e ainda mais raro nos homens e nas mulheres de acima de 50 anos.

Muitos países, incluindo Portugal, só administram a vacina da Jansen a mulheres com mais de 50 anos.

Questionada sobre se existe algum registo de acidentes com a vacina da Jansen na Guiné-Bissau, Magda Robalo disse que não e ainda notou que o país tem vacinas de outras marcas que podem ser administradas às mulheres, nomeadamente AstraZeneca ou Sinopharm.

“As mulheres que ainda não tiveram filhos, as jovens acima dos 18 anos podem tomar qualquer vacina contra a covid-19”, esclareceu Robalo, acrescentando que as grávidas a partir do quarto mês, bem como as que amamentam podem ser vacinadas “sem problema”.

A Guiné-Bissau regista um total de 5.634 casos e 110 óbitos desde o início da pandemia.

A covid-19 provocou pelo menos 4.451.888 mortes em todo o mundo, entre mais de 213,1 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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