9 de julho de 2013 - 14h05

Investigadores britânicos criaram um teste que pode detetar o cancro
na bexiga a partir de determinados odores na urina, uma técnica
inspirada por relatos sobre como os cães podem farejar certos tipos de
cancro.

O estudo, publicado na revista científica norte-americana
PLOS ONE, foi realizado por cientistas das Universidades de Liverpool e
de West of England.

Se estudos mais alargados confirmarem a
eficácia do teste, este poderá permitir determinar mais cedo um cancro
que muitas vezes é caro detetar e tratar, segundo a agência France
Presse.

“Pensa-se que os cães podem cheirar o cancro, mas isto não
é, obviamente, uma maneira prática para se diagnosticar a doença nos
hospitais”, disse Norman Ratcliffe, do Institute of Biosensor Technology
da Universidade West of England Bristol.

“Partindo daquele
princípio, desenvolvemos um dispositivo que pode dar-nos um perfil do
odor na urina. Lê os gases que se desprendem dos químicos na urina
quando a amostra é aquecida”, explicou.

Chris Probert, do
Institute of Translational Medicine da Universidade de Liverpool,
assinalou que a doença, se identificada cedo, “pode ser tratada
eficazmente”.

“Mas, infelizmente, não temos método de rastreio
precoce além do diagnóstico através de testes à urina num estágio em que
a doença se torna um problema”, adiantou.

Os investigadores
analisaram 98 amostras de urina para desenvolver o dispositivo, que foi
testado em 24 amostras de doentes com cancro e 74 de pacientes com
problemas urológicos, mas sem cancro.

“O dispositivo identificou corretamente 100 por cento dos doentes com cancro”, disse Probert.

Lusa

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