Concebida no âmbito do projeto TICE.Healthy – Saúde e Qualidade de Vida, a tecnologia disponibiliza “uma infraestrutura de suporte para um ecossistema de serviços inteligentes e inovadores” de tecnologias de informação e comunicação, aplicações e produtos para a saúde e envelhecimento ativo.

“O trabalho com a Cáritas permitiu perceber que as entidades do terceiro setor têm um papel muito relevante na prevenção da saúde”, estando ao seu alcance a monitorização de “tudo o que está fora das fronteiras do hospital”, disse à agência Lusa o investigador do IPN António Cunha.

A todo o momento e através de um único ponto de acesso, os idosos, os familiares e os profissionais que prestam o apoio social diário podem ter uma visão global da evolução da saúde e da qualidade de vida dos utentes de instituições que trabalham nesta área.

“Estas entidades podem prestar um conjunto de serviços de valor acrescentado que até agora não podiam. Isso pode ter um impacto grande na saúde formal, se as pessoas forem monitorizadas em tempo útil”, salientou António Cunha.

Realizado nos últimos meses, o projeto evidenciou “a capacidade de os prestadores de cuidados na área do envelhecimento estabelecerem uma ligação efetiva entre o sistema de cuidados formais e informais, atuando na prevenção e diagnóstico precoce, aumentando a qualidade de vida”.

Num futuro “muito próximo”, a nova plataforma digital “poderá ser uma potencialidade para a nossa casa e certamente vamos avaliar a aplicabilidade dela em todos os nossos serviços”, disse à Lusa o padre Luís Costa, presidente da Cáritas de Coimbra.

“É possível que uma plataforma destas tenha toda a aceitação fora da cidade de Coimbra”, realçou.

Esta tecnologia, que integra um ‘kit’ de sensores e uma aplicação informática, permite registar de forma simples alguns dados relevantes para a prevenção da saúde dos utentes, como peso, tensão arterial, glicemia, ritmo cardíaco e oximetria.

Maria Augusta Costa e António Simões são dois dos 11 utentes que participaram nos ensaios do projeto. “Nunca tinha tido uns exames tão completos”, integrados no serviço ao domicílio da Cáritas, disse Maria Augusta, de 90 anos.

Também António Simões, de 89 anos, testemunhou que os testes “foram ótimos”, ao longo de vários meses. “Isto é bom, pelo menos andamos controlados”, sublinhou.

O IPN e a Cáritas de Coimbra entendem que este novo serviço poderá ainda “reduzir os custos de saúde, que naturalmente tendem a aumentar devido ao envelhecimento” da população em Portugal e na Europa.

A “Plataforma eVida”, enquanto ecossistema digital para a saúde e qualidade de vida, “está realmente preparada para dar apoio ao desenvolvimento técnico à comunidade produtiva, criando impacto na área de responsabilidade social e na evolução tecnológica”, segundo aquelas entidades.

O trabalho conjunto das duas instituições foi desenvolvido no Centro Rainha Santa, em Coimbra, no qual a Cáritas presta diversas respostas sociais a idosos, designadamente na área da saúde.

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