Seja por desconhecimento, pelos frequentes estudos sobre os efeitos secundários ou mesmo pela recente tendência para a medicina naturalista, os portugueses começam a evitar vacinar os filhos, seguindo exemplos de países como os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, onde os movimentos anti vacinação têm ganho expressão.

Porém, nestes países, em particular na Alemanha e nos Estados Unidos, surtos de sarampo provocaram vítimas mortais recentemente.

Ao Diário de Notícias, a consultora para a Prevenção de Doença da Direção-Geral da Saúde, Etelvina Calé, explica que a população precisa de estar protegida para que uma determinada doença não circule ou não se manifeste" e que o facto da taxa de vacinação ser quase total leva a que os riscos de surtos sejam "diluídos".

Porém,  médicos como Francisco Patrício, clínico de medicina geral e homeopata, salientam os efeitos secundários de algumas vacinas e os riscos daí resultantes, defendendo por isso a vacinação apenas em países menos desenvolvidos, escreve o referido jornal.

Vários estudos apontam para uma série de efeitos secundários decorrentes das vacinas. Uma investigação polémica, conduzida em 1998 por Andrew Wakefield e publicada na revista The Lancet, entretanto retirada, defendia que a vacina tríplice viral, contra o sarampo, podia provocar autismo.

Embora não haja vacinas inócuas, o benefício é maior do que o risco segundo Etelvina Calé, que lembra que "as vacinas são os medicamentos mais seguro".

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