O laboratório norte-americano comunicou esta quarta-feira os resultados finais da terceira fase do ensaio clínico da vacina experimental contra a COVID-19, anunciando uma eficácia de 95% a partir de 28 dias após a primeira dose, superior aos 90% registados nos testes preliminares, escreve a agência de notícias Reuters.

A farmacêutica garante que o fármaco não produziu efeitos secundários importantes e que foi bem tolerado pelos voluntários. A farmacêutica assegura que foram cumpridos os dois meses de dados de segurança e, dada a eficácia, vai solicitar a autorização dos EUA para o uso de emergência da vacina nos próximos dias.

Em pessoas com mais de 65 anos, o grupo de maior risco no que toca à pandemia, a eficácia registada foi de 94%. Também esta semana a farmacêutica norte-americana Moderna anunciou uma eficácia de 94,5% da sua vacina na prevenção da doença.

A Pfizer informa que a eficácia da vacina é consistente em dados demográficos de várias idades e etnias, um sinal de que a imunização poderá ser amplamente utilizada em todo o mundo.

Tanto a vacina desenvolvida pela Pfizer, como a da Moderna, usam a nova tecnologia conhecida como RNA mensageiro (mRNA). Esta tecnologia consiste em injetar nas células humanas fragmentos de instruções genéticas chamadas RNA mensageiro, para que produzam proteínas ou "antigénios" específicos de coronavírus. Estas proteínas serão enviadas ao sistema imunitário, que então produzirá anticorpos.

A Pfizer adianta ainda que os resultados dos testes têm por base 170 casos de COVID-19, num ensaio com mais 43.000 voluntários, dos quais 162 foram observados no grupo do placebo e 8 no grupo da vacina. Dez pessoas desenvolveram COVID-19 grave, uma das quais recebeu a vacina.

Pfizer prepara autorização de emergência

A empresa farmacêutica norte-americana Pfizer está a preparar-se para pedir de emergência a aprovação da sua vacina contra a COVID-19, informou terça-feira o presidente da empresa, Albert Bourla. Bourla fez a declaração num fórum organizado pelo jornal "The New York Times" e na STAT News. "Estamos muito perto de pedir a autorização de emergência", disse o responsável da farmacêutica, que não quis adiantar uma data precisa.

Segundo Bourla, a Pfizer já reuniu os dados de segurança requeridos pelas autoridades sanitárias, que exigem que os fabricantes acompanhem durante dois meses pelo menos metade das pessoas que receberam a vacina durante os ensaios da fase 3.

Os ensaios, que começaram em julho, envolveram quase 44.000 pessoas e, de acordo com a empresa, a vacina mostrou uma eficácia superior a 90% nos participantes sem qualquer prova prévia de infeção.

Após o anúncio feito pela Pfizer e BioNTech, na segunda-feira a empresa de biotecnologia Moderna anunciou os resultados dos testes do seu projeto de vacina, que apontam para uma eficácia de cerca de 94,5%.

Bourla, no fórum do STAT News, disse estar aliviado por saber que existe outra vacina de sucesso e manifestou-se confiante de que haverá ainda mais, dado que a procura global será maior do que a capacidade de qualquer empresa.

A pandemia de COVID-19 provocou pelo menos 1.328.048 mortos resultantes de mais de 55 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.553 pessoas dos 230.124 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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