É um espaço com muita luz, pintado de azul e branco, onde os quartos em vez de portas têm cortinas azuis. No final do corredor há uma sala de refeições com mesas brancas, onde apenas pode estar um doente por mesa, para assegurar o distanciamento necessário imposto pela pandemia.

O desafio de criar esta unidade foi lançado à enfermeira Helena Pestana, chefe da nova “Unidade de Internamento Cirurgia E”, inaugurada no dia 29 de outubro, como a própria contou à agência Lusa.

“Este foi um desafio que me foi lançado e que num contexto de pandemia assume uma proporção maior ainda – os internamentos curtos - de forma a atender o maior número de doentes [que fazem cirurgias menos complexas] com uma qualidade que lhes assiste”, disse a enfermeira.

Os doentes ficam agradados quando veem o “espaço com muita luz” e já vão preparados para “um internamento curto e rápido”, relatou Helena Pestana, que fala com orgulho do espaço criado e pensar no bem-estar do doente.

“A obra quando foi desenhada foi a pensar na humanização dos cuidados, em proporcionar um ambiente menos hospitalar e mais acolhedor, com muita luz, e permitir o contacto com o mundo exterior”, afirmou.

A unidade recebe doentes de vários serviços para libertar camas para cirurgias mais complexas, sendo a prioridade a cirurgia programada.

No dia em que a agência Lusa visitou o serviço, que tem capacidade para 14 doentes, estavam 10 camas ocupadas.

“Até ao final do dia vai encher e vai vazar novamente, porque estes 10 doentes hão de mudar e hão de vir outros”, comentou Helena Pestana, adiantando que a média de internamento atualmente é de 48 horas.

No mesmo hospital, também foi aberta mais uma sala de cirurgia ambulatória, uma das grandes apostas do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central para não parar a atividade cirúrgica, disse a presidente do Conselho de Administração, Rosa Valente Matos.

O Curry Cabral passa assim a ter quatro salas de cirurgia de ambulatório a funcionar com um horário mais alargado, com o objetivo de realizar, em média, mais 100 intervenções por mês (em novembro e dezembro), um aumento de 30% face ao período homólogo de 2019.

Com a pandemia, a unidade de ambulatório teve de fazer algumas adaptações, como criar um espaçamento de metro e meio entre cada cama, cortinados para dividir o espaço entre os doentes, que estão todos de máscara e testados à covid-19 para “não haver hipótese de infeção”, disse a médica Paula Tavares, responsável pelo serviço.

“Temos todos os cuidados para não haver transmissão de algum caso que possa vir falso negativo e ser positivo e até hoje não temos casos de transmissão”, salientou.

No serviço de ambulatório, fazem-se cirurgias cada vez mais complexas. Por exemplo a ortopedia faz toda a cirurgia da mão, do pé, a artroscopia do joelho e já há ortopedistas a fazer cirurgia do ombro.

“Quando começámos só fazíamos doentes com uma hérnia (…) agora fazemos duas hérnias mais umas varizes no mesmo doente sem problemas”, comentou Paula Tavares.

Enfermeira na Unidade de Cirurgia de Ambulatório, que abriu em 2004, Nilza Lima, destacou a importância na recuperação o doente ir para casa a seguir à cirurgia.

“É o pensamento positivo. Se eu posso ir para casa não estou tão doente assim”, aliado ao facto de ir para o seu ambiente e estar apoiado emocionalmente pela sua família, o que também garante “uma recuperação muito mais rápida”.

Por outro lado, “é mais seguro para o doente se formos pensar em termos de infeções hospitalares e em termos de estabilidade emocional”, salientou Nilza Lima.

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