“Todos sabemos que se os filhos das famílias com menos recursos económicos não ficarem colocados na área de residência, neste caso, Lisboa, muito dificilmente poderão frequentar o ensino superior, por incapacidade financeira das famílias para suportar a deslocação dos seus filhos”, refere a federação num comunicado divulgado hoje, depois de ser revelada a intenção do Governo de reduzir as vagas nas instituições de ensino superior de Lisboa e Porto, para aumentar o número de alunos noutras regiões do país.

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Segundo a federação, as melhores notas, no geral, são obtidas pelos alunos das escolas secundárias privadas ou de algumas escolas públicas, mas de “acesso condicionado”. “Não é difícil perceber quais são as famílias que teriam de suportar a deslocação dos seus filhos para o interior”, salienta.

A federação defende que as políticas para a educação “não podem ser decididas em cima do joelho”, apelando à “maioria que suporta este governo” para que não avance com esta medida. “Entendemos que esta medida vem promover a impossibilidade de muitos alunos, que hoje tinham média para entrar, de frequentar o ensino superior. Não por incapacidade intelectual, mas por incapacidade financeira”, frisa.

A ideia da proposta do Governo é contrariar a tendência de concentração cada vez maior de alunos nas instituições de ensino superior situadas em Lisboa e no Porto: atualmente, quase metade dos estudantes do ensino superior (48%) encontra-se naquelas duas regiões.

Em entrevista à Antena 1, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, explicou hoje que a redução de vagas nas instituições de ensino superior de Lisboa e do Porto deverão acontecer de forma gradual nos próximos anos para tentar equilibrar os números.

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