Segundo foi hoje divulgado, a operação durou 20 dias e incidiu nos maiores portos, aeroportos e fronteiras, bem como nos locais de produção e armazenamento de 27 países, incluindo Portugal, Bulgária, Croácia, Espanha, França, Finlândia, Reino Unido, Ucrânia, Holanda, Itália, Grécia, Hungria, Irlanda e Lituânia.

Os pesticidas são um dos produtos mais fiscalizados no mundo moderno e o seu comércio e utilização na União Europeia só é permitido mediante padrões de segurança e controlo das autoridades.

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A operação "Silver Axe" foca-se na venda e importação de pesticidas contrafeitos, nomeadamente falsificação de marca e violação dos direitos de propriedade e comércio. A iniciativa visou ainda combater o comércio ilegal de pesticidas contrafeitos.

Riscos para a saúde pública

Durante a ação, os especialistas da Europol analisaram e trocaram informações com os países participantes e com as 43 empresas privadas envolvidas na produção e comércio de pesticidas, enquanto a OLAF forneceu à Europol informação vinda de diversos países sobre 180 fretes marítimos suspeitos de transportar pesticidas contrafeitos.

A Europol considera que a cooperação entre a indústria privada e os vários organismos internacionais, incluindo os ligados à agricultura, foi crucial para o sucesso desta ação policial.

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Wil Van Genert, diretor executivo da Europol, salientou a importância desta operação e a quantidade recorde de pesticidas contrafeitos que foram apreendidos na terceira operação do género, sublinhando que a comercialização ilegal daqueles produtos colocaria em risco o mercado e a população europeia.

"A complexidade e a escala desta fraude exige cooperação policial transnacional e a colaboração de múltiplas agências e empresas do setor privado", disse.

Segundo o diretor de relações públicas da Associação Europeia para a Proteção das Colheitas, Graeme Taylor, dados recentes indicam que os pesticidas ilegais na UE podem chegar até 14% do mercado, alertando para os riscos ambientais e de saúde pública.

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