O "Plano de Ação 2018 Pesquisa & Desenvolvimento" da OMS resume estratégias e planos de contingência para enfrentar as ameaças representadas por uma série de patologias. Este ano a lista conta com sete doenças e uma patologia designada de "hipótese" à qual se atribuiu o nome de "doença X".

A inclusão da doença X decorre da necessidade dos cientistas estarem preparados para enfrentar o desconhecido ou uma doença nova, explica a OMS.

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De acordo com o organismo, esta doença "representa a consciência de que um agente patogénico atualmente desconhecido pode causar uma epidemia internacional grave". "A experiência ensinou-nos que seremos atingidos por algo que não previmos", alerta o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, citado pela BBC. O médico referia-se aos vírus zika e ébola que recentemente provocaram epidemias que mataram milhares de pessoas em África e na América Latina.

A partir dessa premissa, o documento da OMS pretende ser uma ferramenta "para identificar as doenças que são um risco para a saúde pública pelo seu potencial epidémico" e cujas atuais medidas para as combater são insuficientes ou simplesmente inexistentes.

Febre hemorrágica da Crimeia-Congo

O vírus causador desta doença provoca surtos graves de febre hemorrágica, com uma taxa de mortalidade que ronda os 40%. É uma doença endémica do continente africano, mas também dos Balcãs, Médio Oriente e Ásia. Os principais vetores de transmissão são o gado e os carrapatos. Entre humanos, é possível haver contágio pelo contacto com sangue e outros líquidos corporais dos infetados. Não há vacina para pessoas ou animais.

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Vírus ébola

A sua taxa de mortalidade do ébola ronda os 50%. A higiene e a segurança na forma de enterrar as vítimas mortais é a melhor maneira de prevenir contágios em massa, como os que produziram o surto epidémico que arrasou quatro países afericanos entre 2014 e 2016. Não existe ainda uma vacina autorizada nem 100% eficaz contra esta doença.

Vírus de Marburg

Uma vez infetado, dificulmente se sobrevive. Esta doença endémica em África é transmitida por uma espécie de morcego que atua como hospedeiro, mas também pode ser contagiada entre humanos. Os infetados desenvolvem febre hemorrágica grave com uma taxa de mortalidade de 50%.

Febre do Lassa

Esta doença hemorrágica aguda da África Ocidental é causada por um vírus transmitido pelo contacto com alimentos ou utensílios contaminados ou pelo excremento de roedores. A taxa de mortalidade chega aos 15%.

Síndrome respiratória causada pelo coronavírus do Médio Oriente

O vírus causador desta doença foi identificada pela primeira vez em 2012 na Arábia Saudita. É uma doença respiratória cujos sintomas são tosse, febre e dificuldades de respiração. Geralmente é acompanhada por pneumonia. Segundo dados da OMS, cerca de 35% dos pacientes não resistem.

Síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês)

É uma forma de pneumonia provocada por um vírus identificado pela primeira vez em 2003. Os pacientes desenvolvem problemas respiratórios agudos, acabando por sucumbir nos casos que não respondem ao tratamento preconizado.

Febre do Vale Rift

Esta doença tem uma maior incidência em animais do que em humanos. Os seres humanos são infetados pelo contacto com sangue. Às vezes, também por picadas de mosquitos. A maioria dos casos são leves, mas alguns pacientes desenvolvem uma variante mais grave que surge associada a problemas oculares, meningoencefalite ou febre hemorrágica.

Zika

A doença é causada por um vírus transmitido principalmente pelos mosquitos do género Aedes aegypti. Os pacientes apresentam sintomas como febre moderada, conjuntivite, dores musculares e articulares. O zika pode provocar microcefalia fetal e problemas neurológicos graves em adultos.

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