O médico Patologista Clínico, que foi presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM) foi o candidato mais votado na segunda volta da eleição para bastonário da OM que terminou na quinta-feira, com 61,94% dos votos expressos, num total de 11.176 votos, a maior votação de sempre numa segunda volta.

  “Agradeço a todos os médicos que expressaram o seu voto, num verdadeiro ato democrático e plural, bem como a todos os que se envolveram, como candidatos, neste processo eleitoral da nossa Ordem. É aos Médicos e aos doentes a quem me dedico e dedicarei nos próximos anos”, referiu Carlos Cortes num comunicado divulgado na quinta-feira à noite.

Carlos Cortes dirigiu também uma palavra de apreço aos cinco candidatos a bastonário (Bruno Maia, Alexandre Valentim Lourenço, Fausto Pinto, Rui Nunes e Jaime Branco), afirmando que será um bastonário agregador e de união da classe médica e que contará com “todos para melhorar a vida dos Médicos e dos Doentes”.

“Neste momento difícil que atravessamos, exigirei que o papel central dos Médicos no sistema de Saúde seja reconhecido e valorizado, sem exceções. Serei um bastonário de intervenção no setor - e, nomeadamente, no Serviço Nacional de Saúde. Serei a voz de todos os Médicos pela dignificação da profissão, pela melhoria das suas condições de trabalho, pela valorização e segurança do Ato Médico e pela qualidade da prestação dos cuidados de saúde em Portugal”, sublinha.

O médico assegura ainda que será “intransigente com quaisquer ingerências externas” na Ordem e ameaças à sua independência: “Uma Ordem forte é a força dos Médicos”.

Carlos Cortes disputou a segunda volta com o médico Rui Nunes, que obteve 6.867 votos, e que num comunicado hoje divulgado avança que irá criar o Fórum Nacional da Saúde, uma decisão que diz ter surgido no rescaldo das eleições, que o motivaram “a dar continuidade ao apoio e vontade de mudar a saúde em Portugal”.

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética refere que será “um espaço de reflexão e análise da saúde em Portugal, que pretende envolver todos os profissionais de Saúde”.

“Em quatro meses e meio, conseguimos fazer os médicos voltar a sonhar”, salienta o médico portuense, frisando que “é isto que falta aos médicos e aos profissionais de saúde em geral, autonomia para sonhar”.

O candidato frisa que o grupo, que começou com 12 ou 13 pessoas, depressa se estendeu a mais de 200 médicos que se ofereciam a ser parte integrante da Ordem dos Médicos, para agilizar os processos.

“Um crescimento orgânico e natural, que nos permitiu disputar o lugar de bastonário em poucos meses e que, a cada dia, chamou ainda mais a atenção de muitos outros profissionais de saúde”, frisa o professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Rui Nunes aproveita ainda para congratular Carlos Cortes, afirmando que “os médicos são soberanos no futuro que pretendem”.

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