Intervindo numa sessão na autarquia de Ourém, distrito de Santarém, Adalberto Campos Fernandes não especificou quais os problemas a que se referia, mas classificou a situação de espantosa e paradoxal.

"Toda a região de Lisboa e Vale do Tejo tem, espantosamente ou paradoxalmente, problemas que não seria de esperar, dada a proximidade da própria capital do país. Falo de Santarém como podia falar de Setúbal e da Grande Lisboa, áreas como Sintra, como a Amadora ou Queluz", disse o ministro da Saúde.

"É de facto paradoxal que estando nós com a maior concentração [na Grande Lisboa] de profissionais de saúde, nomeadamente médicos, do território nacional, tenhamos problemas às vezes mais sérios em Santarém e Setúbal do que temos no interior profundo do país", declarou.

Nesse sentido, Adalberto Campos Fernandes disse que o Governo pretende "arrumar no bom sentido do termo" até final da legislatura, as respostas que as populações possuem como "legítima expectativa" e o "casamento" entre a oferta e procura de cuidados de saúde.

Na sessão, o governante frisou que, em julho, o Serviço Nacional de Saúde assistirá à "maior colocação de médicos de família de que há memória" a nível nacional, explicando, no final, em declarações aos jornalistas, que são 338 jovens médicos "mais os aposentados que possam vir e tenham vontade de trabalhar no SNS".

Questionado se esta resposta não fica aquém das necessidades, Adalberto Campos Fernandes respondeu: "É o melhor resultado que vamos conseguir e reconstruir ou recuperar a falta de respostas, em seis meses [de Governo], apesar de estarmos ao pé de Fátima, não é fácil".

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