Paulo Macedo, que reforçou a ideia de que há ‘uma banalização da greve’, lembrou que houve na quinta-feira uma reunião de negociação com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, indicando que uma nova ronda negocial está já agendada.

Sobre os principais motivos da greve, o ministro disse que há questões que não são matéria a ser resolvida pelo Ministério da Saúde, como o caso da reposição das 35 horas de trabalho semanais.

Em relação à contratação de mais enfermeiros e à evolução da carreira, há ainda margem para progredir na negociação com os sindicalistas, segundo afirmou Paulo Macedo à margem da assinatura de um acordo com a indústria farmacêutica em Lisboa.

Hoje, ao final da manhã, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou que a adesão à greve nos hospitais ronda os 80 por cento, confirmando os valores que tinha registado durante o turno da noite.

Segundo o presidente do SEP, José Carlos Martins, houve "dezenas de centros de saúde sem enfermeiros e milhares de consultas de enfermagem que não foram realizadas".

Sobre a reunião de quinta-feira à tarde no Ministério da Saúde, José Carlos Martins adiantou que não houve da parte do Governo propostas novas ou concretas para resolver os problemas que afetam os enfermeiros.

Os enfermeiros iniciaram, às 00h00 de hoje, o segundo e último dia de greve nacional em protesto pelos cortes salariais nas horas extraordinárias, exigindo a progressão na carreira e a reposição das 35 horas de trabalho semanais.

No primeiro dia de greve, há uma semana, a adesão rondou os 70 por cento, um número que o Sindicato admitiu ser pouco rigoroso devido ao despacho ministerial que decretou serviços máximos nos hospitais onde são seguidos os casos de ‘legionella’.

O surto de ‘legionella’, aliás, acabou por marcar esta greve decretada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que chegou a reunir para avaliar se mantinha ou não a paralisação, face ao pedido do Ministério da Saúde para que os sindicalistas reconsiderassem, tendo em conta o cenário "extraordinário" provocado pelo surto de Vila Franca de Xira.

Os sindicalistas, porém, consideraram que não era uma questão suficiente para desconvocar o protesto.

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