“A ingestão de um café logo pela manhã é revigorante”, disse à agência Lusa o autor, presidente do conselho científico da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC). Aos 88 anos, o professor jubilado e antigo médico dos Hospitais da Universidade de Coimbra chega a tomar seis cafés por dia – o que reconhece ser excessivo –, mas sugere que uma pessoa pode beber quatro.

“Chego a levantar-me de noite para fazer um café, que me faz dormir melhor”, revelou, antes do lançamento, às 16h00 de domingo (13/11), do livro “Um Poético Cafezinho”, em que Polybio Serra e Silva disserta, em verso e com bom humor, sobre as virtudes da bebida quente, ao longo de 144 páginas. A obra é “toda virada para a prevenção” de problemas de saúde, designadamente ao nível das doenças cardiovasculares, disse.

Com este livro, o também presidente da Delegação Centro da FPC quer ajudar a “acabar com o mito de que o café faz mal” e realça que o seu consumo moderado “pode prevenir” o cancro da mama e do colo do útero, bem como as doenças de Alzheimer e de Parkinson, entre outras. “A maioria das pessoas está convencida de que o café faz mal à saúde e faz subir a tensão arterial”, ideia negada pelo cardiologista, que toma a bebida sem açúcar, desafiando os consumidores a beberem o café sem aditivos, a fim de “apreciarem todas as suas qualidades”.

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Numa passagem da obra, o médico reformado assegura que “beber café não é fútil/quando ingerido com calma/sendo um hábito útil/para o corpo e para a alma”.

Sem açúcar

O café deve ser simples, “espesso, escuro e amargo”. Com açúcar, “é um crime”, afirmou à agência Lusa. A bebida tem “um efeito positivo no humor das pessoas” e pode contribuir para “um aumento da esperança de vida”, sublinhou. Editado pela Lápis de Memórias, “Um Poético Cafezinho” integra desenhos de Fernando Jorge, irmão de Polybio Serra e Silva.

Na capa, o autor surge sentado à mesa de um café com Fernando Pessoa, numa adaptação da célebre pintura em que Almada Negreiros retrata o poeta e colaborador da revista “Orfeu”.

Citando Pessoa, o cardiologista dedica a publicação “aos que nunca têm tempo para um café” com os amigos.

A apresentação do livro coube ao médico José Pereira de Moura, responsável pela consulta de aterosclerose do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

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