“O INEM vai ativar a sua sala de situação nacional a partir das 16:00 decorrente do briefing que teve lugar esta manhã no centro de coordenação nacional operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), onde foi emitido um conjunto de informações e a elevação para laranja do estado de alerta especial para os agentes de proteção de civil”, disse à agência Lusa Bruno Borges, coordenador da UPEC (unidade do INEM que gere os eventos mais complexos).

Recomendações

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) recomenda que entre as 23h00 de sábado e as 04h00 de domingo não saia de casa.

A ANPC aconselha que se evite completamente o trânsito em zonas costeiras. A agitação marítima vai manter-se elevada nas próximas horas.

A Autoridade Marítima desaconselha a pesca recreativa e pediu à comunidade piscatória que se encontra no mar para regressar ao porto de abrigo mais próximo.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a utilização de calçado confortável para evitar quedas nos dias de vento e chuva. Tenha em atenção ao piso molhado ou escorregadio.

Vigie crianças e idosos.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 13 distritos sob aviso vermelho por previsão de vento forte, e alguns também por agitação marítima, consequência da passagem por território continental do furacão Leslie.

O mesmo responsável adiantou que, em função do alerta laranja, o Instituto Nacional de Emergência Médica “elevou também a capacidade de monitorização e acompanhamento das ocorrências” que se possam registar no país. “O INEM está a ativar as medidas de contingência, o que passa por acompanhar a situação a nível nacional com a ativação da sala, tal como fazemos com os incêndios”, afirmou.

Articulação com outras autoridades

Bruno Borges explicou que a Sala de Situação Nacional do INEM tem por base fazer a articulação estratégica com as outras entidades, nomeadamente com o comando nacional de operações de socorro da Proteção Civil, PSP e GNR.

Basicamente vamos tentar antecipar os possíveis cenários que podem advir deste quadro meteorológico adverso

O coordenador desta unidade sublinhou que o INEM está “em permanente articulação” com a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

“Basicamente vamos tentar antecipar os possíveis cenários que podem advir deste quadro meteorológico adverso”, disse, frisando que vai ser feita também uma articulação no âmbito da saúde, designadamente com os hospitais, Centros de Orientação de Doentes Urgentes e administrações regionais de saúde “para o caso de existir um problema maior”.

13 distritos a vermelho

O IPMA colocou 13 distritos sob aviso vermelho por previsão de vento forte, e alguns também por agitação marítima, consequência da passagem por território continental do furacão Leslie.

Setúbal, Lisboa, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Castelo Branco, Viseu e Guarda e Santarém são os distritos sob aviso vermelho, segundo as informações disponíveis na página na internet do IPMA.

O furacão Leslie vai atingir o território continental já como depressão pós-tropical, mas com ventos com “intensidades equivalentes a uma tempestade tropical”, com rajadas acima dos 130 Km/hora, mas que podem atingir máximos históricos de 180/190 km/hora, segundo disse à Lusa o meteorologista do IPMA, Nuno Moreira.

Segundo a Proteção Civil, o período crítico vai acontecer entre as 23:00 de sábado e as 04:00 de domingo.

Alerta da Proteção Civil

Ventos fortes, agitação marítima e chuva são os principais receios da Proteção Civil para a passagem do furacão Leslie por Portugal, recomendando-se que a população se afaste das zonas costeiras e proteja pessoas e bens. O furacão Leslie deverá afetar a partir do fim da tarde a costa entre Sines e Leiria, começando pela área metropolitana de Lisboa.

Proteja-se a si e aos seus, proteja os seus bens e património e esteja atento às informações

O comandante Belo Costa, da Autoridade de Proteção Civil, disse aos jornalistas que no período crítico, entre as 23h00 de sábado e as 04h00 de domingo, a recomendação é mesmo não sair de casa e evitar completamente o trânsito em zonas costeiras. Prevê-se para esse período o pico do mau tempo, com ventos médios entre os 70 e os 80 quilómetros por hora e possíveis rajadas de 120 quilómetros por hora. O conselho é mesmo “tentar ao máximo evitar andar na rua”, afirmou Belo Costa, salientando que as zonas costeiras serão as mais afetadas.

"Proteja-se a si e aos seus, proteja os seus bens e património e esteja atento às informações", alerta Belo Costa.

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Se não houver alternativa, o conselho é “procurar alternativas seguras” às estradas perto do mar entre Sines, no litoral alentejano, e Leiria, no Centro. Pelo risco de queda de árvores, recomenda-se também que não se esteja em áreas arborizadas nem se deixem carros estacionados debaixo de árvores.

Belo Costa registou que “ainda há tempo” de prender estruturas que possam ser levadas pelo vento, como os equipamentos da época balnear que ainda estão montados nas praias.

O dispositivo coordenado pela Proteção Civil ainda está reforçado, por ainda durar o período crítico de incêndios florestais, e alguns meios estão a ser retirados do interior, onde o furacão não deverá sentir-se tanto. É o caso de dois destacamentos da Força Especial de Bombeiros, colocados em prevenção em Almeirim (distrito de Santarém) e Lourinhã (distrito de Lisboa) , caso seja preciso vir ajudar Lisboa.

O responsável da Proteção Civil alertou ainda que o risco de fogo persiste e que o vento forte que chegará ao fim da tarde o agrava. A população deve ficar ainda atenta aos avisos difundidos pelas autoridades e para o que for sendo noticiado na comunicação social.