O Dia Internacional da Bengala Branca, assinalado hoje, foi a data escolhida pela Liga para divulgar o projeto “Educação para a saúde sobre cancro da mama para mulheres cegas e amblíopes”, realizado em parceria com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do núcleo regional do Centro da LPCC, Carlos Oliveira, adiantou que o projeto visa “estender a literacia em saúde a determinados grupos que tem maior dificuldade de acesso”, nomeadamente os cegos e amblíopes.

O oncologista explicou que a informação de prevenção e sensibilização para o cancro da mama é, muitas vezes, “uma mensagem escrita, televisiva, com pouco áudio” que não é captada na totalidade por esta população.

Com este projeto, a Liga pretende “transmitir as mensagens que transmite à população dita normal para as mulheres cegas e amblíopes no sentido de lhes dar toda a informação sobre cancro da mama que necessitam saber e, além disso, estimular a sua participação nos programas de rastreio que a Liga desenvolve”, sublinhou.

Em parceria com a ACAPO, a LPCC tem promovido sessões públicas sobre o projeto e desenvolveu instrumentos específicos para pessoas cegas e com baixa visão, nomeadamente brochuras em braile e com letra ampliada e uma aplicação informática para ‘smartphones’ e ‘tablets’ com “um conjunto de dados” que é apresentada hoje em Coimbra.

6.000 novos casos de cancro da mama por ano

Esta aplicação apresenta informação sobre cancro da mama de forma simples e acessível, focando aspetos relativos à epidemiologia, prevenção, tratamento e apoio à mulher com cancro da mama.

Segundo a LPCC, esta ferramenta foi construída atendendo a critérios de acessibilidade que permitam que esta aplicação seja utilizada por toda a população, incluindo mulheres cegas.

Ainda no âmbito do projeto, foi dada formação aos técnicos que trabalham na área do rastreio sobre como “devem ser tratadas e acolhidas as mulheres cegas ou amblíopes que se dirigem às unidades de rastreio”, adiantou Carlos Oliveira.

Segundo o especialista, o projeto será alargado em 2016 à população surda-muda e a outros tipos de cancro, como o colorretal, do colo do útero e da próstata.

A iniciativa está englobada no âmbito das atividades da Europa Donna – organização europeia que representa os interesses das mulheres sobre cancro de mama e que em Portugal é representada pela LPCC – e conta com o financiamento da Fundação EDP – EDP Solidária.

Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 6.000 novos casos de cancro da mama e 1.500 mulheres morrem com esta doença.

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