“Este dia vai ficar na história do associativismo solidário e da valorização da sociedade civil e, em particular, das associações de apoio aos doentes oncológicos, no desígnio da união de esforços para fazer face aos desafios e dramas sentidos por estes doentes e suas famílias, na caminhada pela sua sobrevivência”, considerou o presidente da AADOP, José Adelino Nunes.

O protocolo de cooperação visa “um reforço de relacionamento, cooperação e atuação conjunta”, na área do apoio social, da humanização e da melhoria da qualidade de vida dos doentes e sobreviventes oncológicos e suas famílias, bem como da defesa dos seus direitos.

Em declarações à Lusa, o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Vítor Veloso, disse que o acordo hoje assinado no Porto “está dentro da política do Núcleo Regional do Norte que pretende chegar a todos os doentes, nomeadamente, e de um modo especial, aos locais onde eles vivem”.

“É por isso que estamos a criar uma rede de polos e delegações em todo o Norte do país e é neste contexto que se insere o protocolo hoje celebrado com a AADOP, com o apoio da Câmara de Castelo de Paiva”, disse.

De acordo com Vítor Veloso, serão realizadas ações de educação para a saúde e de sensibilização das populações para os problemas do cancro, mas também será prestado apoio jurídico, se necessário, e serão realizadas consultas de psico-oncologia.

“Estes polos e delegações são mais convenientes quando há vontade de parte a parte de fazer mais e melhor. Este vai ser um polo muito ativo na medida em que esta associação tem iniciativas que não ficam no papel, transporta-as para o terreno para que os nossos doentes oncológicos fiquem melhor apoiados”, sublinhou.

Vítor Veloso acrescentou que a LPCC/Norte “não quer cristalizar no Porto, quer chegar às populações”.

“É nossa obrigação chegar à população e, portanto, temos de criar estes núcleos bem distribuídos, porque não faz sentido que as pessoas tenham de se deslocar ao Porto ou a outra grande cidade. Estamos a prestar um serviço de proximidade bom em colaboração com as autoridades e as associações que existem nessas zonas”, frisou.

A Associação de Apoio a Doentes Oncológicos Paivenses (AADOP) foi criada em agosto de 2015 e já celebrou protocolos de colaboração com os hospitais de São João e Santo António e com o IPO, do Porto, também com o objetivo de ajudar os doentes oncológicos do concelho, sobretudo, "os que não têm companhia".

“Queremos ser a família daqueles que não a têm. Eu também sou doente oncológico, sei que a família e os amigos são fundamentais para recuperação desta doença que é muito desgastante quer do ponto de vista físico quer do ponto de vista psicológico”, referiu o presidente da associação, em declarações à Lusa.

A AADOP, com o apoio das instituições hospitalares e instituições de solidariedade social, acompanha os doentes sempre que necessário às consultas e tratamentos e realiza ações de formação e sensibilização sobre cancro, entre outras iniciativas.

“O meu sonho é que este trabalho seja uma realidade em todos os concelhos, especialmente nos do interior. Alguns doentes acabam por não comparecer aos tratamentos e consultas, por falta de transportes, informações e apoio”, frisou José Nunes.

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