Ana Lopes foi uma das jovens portuguesas afetadas pelo medicamento. Aos 18 anos quase morreu quando tomava o medicamento há apenas dois meses. Poderá haver mais casos de vítimas da pílula Yasmin em Portugal, para além dos 35 registados no sistema de vigilância da autoridade nacional do medicamento - Infarmed -, dois dos quais que resultaram em morte.

Era uma jovem saudável, atleta federada de andebol, não fumadora, sem problemas de saúde. Porém, aos 18 anos foram-lhe diagnosticadas duas embolias pulmonares, notícia a TVI.

No regresso a casa após um treino de andebol, a jovem começou a sentir-se mal, com falta de ar e fadiga muscular. Foi de imediato para o hospital, onde foi informada que tinha sofrido uma trombose e uma embolia pulmonar. No seu dia de anos, teve nova embolia pulmonar e ficou internada um mês.

"Eu cheguei lá quase morta, entrei em taquicardia, tinha o meu coração super acelerado, não conseguia debruçar-me, não conseguia respirar quase", conta a jovem à referida estação de televisão.

Ana diz que depois de ser submetida a vários exames, ficou concluído que a culpada era da pílula, que suspendeu de imediato.

"A médica disse-me que tive um trombo em cada virilha, que subiu, dividiu-se e foi para cada pulmão, o que é raríssimo, ainda por cima na minha idade. (…) A médica deixou claro que tinha sido a pílula", recorda.

A pílula tinha sido receitada pela médica de família para regular a menstruação.

Só em Portugal foram vendidas 14.800.000 embalagens da pílula Yasmín, uma pílula que segundo a autoridade norte-americana do medicamento aumenta o risco de coágulos sanguíneos em relação aos contracetivos mais antigos.

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