Portugal é um dos países da Europa com maior número de casos de pessoas com Insuficiência Renal Crónica: há cerca de 16 mil diagnósticos positivos e, destes, 10.800 necessitam fazer terapêutica de Diálise, sendo que existem duas opções – Hemodiálise, realizada numa instituição de saúde, ou Diálise em Casa, realizada no domicílio do doente.
 
Segundo Carlos Silva, Presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), “A maioria dos doentes que começa a fazer Hemodiálise nunca foi informada de que podia fazer o tratamento em casa. Os médicos não apresentam aos doentes as opções terapêuticas que existem e encaminham directamente para as clínicas de Hemodiálise. Todos os doentes têm o direito de escolher qual a técnica ou a modalidade de tratamento que lhes seja mais conveniente e isso não está a acontecer”.
 
A Insuficiência Renal Crónica é uma patologia que se caracteriza pela diminuição progressiva da função renal. As causas podem ser várias mas, geralmente, caracteriza-se por uma incapacidade dos rins de proceder à eliminação de certos resíduos produzidos pelo organismo, o que afeta o controlo da composição dos líquidos que constituem o interior do corpo humano.

Assim que a função renal perde cerca de 80% da capacidade de funcionamento, deixa de ser possível viver sem um tratamento de substituição. Dos 10.800 doentes a fazer diálise em Portugal, 10.150 realizam tratamento de Hemodiálise em centro, o equivalente a 94% (90% dos quais em Clínicas Privadas), e apenas 650 fazem Diálise em Casa (6% dos casos).

Apesar da eficácia terapêutica de ambas ser exatamente a mesma, a Diálise em Casa, apresenta uma série de vantagens: não exige acesso vascular, o que diminui a probabilidade de infeções; o doente faz o tratamento na comodidade do lar e à hora que preferir, o que representa ganhos consideráveis em termos de qualidade de vida, e é cerca de 30% mais económica para o Estado, uma vez que se poupa em solutos e transporte.

22 de novembro de 2011

@SAPO

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