As autoridades de saúde estão a tentar perceber onde a pessoa muito provavelmente infectada com o vírus do Nilo foi picada, já que na sua área de residência não foi ainda encontrado qualquer mosquito com o vírus.

A informação foi prestada ontem à agência Lusa pelo subdirector geral de Saúde José Robalo, que adiantou que a Direcção Geral de Saúde (DGS) aguarda os resultados de uma última análise do Instituto Nacional de Saúde para ter «a certeza» de que se trata de um caso de infecção por vírus do Nilo Ocidental, que se transmite pela picada de um mosquito fêmea.

«A probabilidade de o ser é alta, mas, para termos a certeza, precisamos da confirmação de uma análise, que demora algum tempo, pode levar dias, semanas», esclareceu, ressalvando que a possibilidade de haver outros casos de infecção «é muito reduzida».

O Instituto Nacional de Saúde (INSA) acredita que o caso de infecção por vírus do Nilo identificado em Portugal é isolado, até porque não foi ainda detectado qualquer mosquito infectado na rede de vigilância.

A infecção por vírus do Nilo Ocidental é transmitida através da picada de um mosquito e a esmagadora maioria das pessoas exibe apenas um quadro febril.

Segundo José Calheiros, da direcção do INSA, o caso está diagnosticado laboratorialmente como sendo infecção por vírus do Nilo, tal como a Direcção Geral da Saúde já tinha avançado como hipótese “muito provável”.

Em declarações à agência Lusa, José Calheiros afirmou que o programa de monitorização de vectores “ainda não identificou qualquer mosquito com capacidade para produzir a infecção”.

“Significa que a probabilidade de infecção é muito baixa. Pode perfeitamente ser um caso isolado e significar que os meios de controlo e vigilância são melhores do que no passado, bem como que os clínicos envolvidos estavam atentos e pedirem os exames adequados”, comentou.

Anualmente são pedidas cerca de 2000 análises ao Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas do INSA, que se situa em Águas de Moura (Palmela), zona onde no passado a existência da malária era um problema sério.

“O ponto fundamental é vigilância e atenção de todos os profissionais de saúde”, frisou o responsável do INSA, lembrando ainda que há medidas preventivas a ter em conta, como a eliminação de zonas “criadoras” de mosquitos (como vasos ou pratos com água).

Desde 2008 que Portugal tem em funcionamento uma rede de vigilância de mosquitos que cobre todo o território continental e a Madeira, através da colaboração com as administrações regionais de saúde.

O objectivo central é recolher e analisar os vírus que possam ser transmitidos ao homem pelos vectores.

As doenças transmitidas por vectores, nomeadamente mosquitos ou roedores, começam a merecer uma atenção especial por parte de investigadores e autoridades europeias, perante a possibilidade de reaparecimento na Europa de doenças como a malária e o dengue.

Fonte: Diário Digital / Lusa

2010-07-27

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