“É o maior investimento em emergência médica realizado em Portugal, nos últimos dez anos”, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Paulo Campos, no púlpito colocado para o efeito junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Num discurso que começou por recordar a glória do Infante Dom Henrique, imortalizado no Padrão, Paulo Campos sublinhou a importância da entrega de 25 Postos de Emergência Médica e 11 novas ambulâncias, que visam substituir o parque destas viaturas, as quais apresentam um maior desgaste.

Segundo Paulo Campos, com esta entrega foram atingidos, em Portugal, os 300 PEM (ambulâncias que se destinam à estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte), restando apenas 21 municípios para completar o objetivo de “equipar todos os municípios com um destes meios”.

“Há dez anos tínhamos 183 PEM, há cinco anos, 226. Hoje, temos 300 PEM, 56 Ambulâncias de Emergência Médica [AEM], 40 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida [SIV] e 42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação [VMER]”, adiantou Paulo Campos.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LPM), Jaime Marta Soares, também se juntou ao júbilo pela entrega de mais estes meios, mas aproveitou a sua intervenção para apelar ao ministro da Saúde, presente na cerimónia, para que seja corrigida a obrigação de os Veículos Dedicados ao Transporte de Doentes (VDTD), criados com o novo regulamento de transporte de doentes, pagarem os impostos de aquisição e as portagens.

No seu discurso, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, não respondeu ao apelo, tendo, no final do evento, afirmado aos jornalistas que os bombeiros precisam de ter os meios necessários para trabalhar, não desenvolvendo a questão da fiscalidade.

Para Paulo Macedo, o momento de hoje é “significativo”, pois “mostra que o Sistema Integrado de Emergência Médica [SIEM] está vivo e dinâmico”.

“Porque mostra a vontade, transformada em realidade, de dar mais um passo na melhoria e no aumento da qualidade do socorro e da emergência médica que se presta aos cidadãos do nosso país, independentemente do ponto do território nacional onde se encontrem”, acrescentou.

O ministro frisou, mais tarde, nas declarações aos jornalistas, que o investimento em emergência médica aumentou nos últimos anos, apesar das dificuldades económicas que o país atravessou.

Paulo Macedo mostrou vontade de antecipar a meta de 2017 para a conclusão da cobertura nacional destes meios, a qual disse que gostaria de ver concluída em 2016.

Aos discursos sucedeu o hino nacional, com muitos militares presentes a prestar continência.

Seguiu-se a entrega das chaves das viaturas e a sua bênção, a cargo do bispo auxiliar de Lisboa, Nuno Brás.

O investimento das ambulâncias hoje entregues ronda os 1,9 milhões de euros, de um total de 20 milhões que serão aplicados, nesta área, até ao final deste ano

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