O estudo eleva para 90 a quantidade de "pontos quentes" do ADN humano, em que a variação do código genético está ligada ao desenvolvimento da doença.

Equipas do Instituto para a Investigação do Cancro, de Londres e da Universidade de Cambridge, ambos no Reino Unido, analisaram o material genético de mais de 120 mil mulheres descendentes de europeus, das quais algumas tiveram cancro da mama.

Os dados recolhidos permitiram identificar 15 novos polimorfismos de nucleotídeo simples, variações de uma só base de ADN (material genético) que aumentam o risco de cancro da mama.

"Estamos perto do momento em que podemos começar a estabelecer qual o risco de uma mulher herdar cancro da mama, a partir de testes para diversas variações genéticas", afirmou um dos coautores do estudo, Montserrat García-Closas, professora no Instituto para a Investigação do Cancro.

Segundo a investigadora, a descoberta pode facilitar o desenvolvimento de novos testes de avaliação do risco de cancro, ao acrescentar um novo painel de marcadores genéticos.

"Cada um dos marcadores tem um pequeno efeito sobre o risco de se ter a doença, mas, combinando a informação de muitos, poderemos identificar com precisão que mulheres podem desenvolver cancro da mama e adotar estratégias para preveni-lo", defendeu Montserrat García-Closas.

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