Os esclarecimentos foram feitos hoje pelo presidente do Conselho de Administração do HSJ, António Ferreira, aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde e surgem a propósito de notícias na comunicação social relacionadas com um contrato de fracionamento do plasma dos dadores do HSJ com a Octapharma.

Uma reportagem da TVI trouxe a público que Portugal não pode vender o seu plasma, mas pode comprar plasma estrangeiro de dadores pagos e que o HSJ começou este ano a aproveitar 25 mil unidades de plasma dos seus dadores, tendo feito um contrato com a farmacêutica Octapharma.

Segundo a mesma reportagem, a Octapharma mistura o plasma dos dadores do HSJ com o plasma dos seus dadores pagos, podendo “estar em causa uma ilegalidade com a venda de hemoderivados que detenham na sua composição plasma português”.

“Não andamos a ganhar dinheiro de forma nenhuma e não admito insinuações desse género”, afirmou António Ferreira, acrescentando que o hospital tem certificação das autoridades competentes no que respeita às condições técnicas de colheita conservação e armazenamento do plasma.

Quanto à “eventual venda de plasma” [pela Octapharma], o responsável disse parecer-lhe “uma impossibilidade”, dado que “a quantidade de plasma que sai dos congeladores do HSJ volta inativada, na mesma quantidade” e que “a outra quantidade de produtos que cada unidade deve dar, voltam exatamente para o hospital”.

O Conselho de Administração do HSJ esclareceu ainda que “não há nenhuma ilegalidade em que o plasma de dadores portugueses entre num ‘plasma master file’ a nível europeu de plasma de dadores de toda a Europa”.

A justificação por esta opção foi a de que o HSJ não tinha qualquer possibilidade de fazer o tratamento do plasma só com o português, pelo que a única hipótese viável seria a de “integrar o plasma dos dadores do HSJ num ‘plasma master file’, que o Infarmed autorizou e disse que era legal”.

Quanto à eventualidade de constituir um risco para a saúde dos portugueses estes receberem plasma oriundo de dadores de outros países, António Ferreira rejeitou por completo esta possibilidade.

“Acho que é uma pseudopreocupação, uma falsa preocupação e um erro técnico pretender-se que o palasma colhido em Portugal de dadores portugueses tem qualquer bênção que o tona mais seguro do que plasma colhido em dadores de outros países. Quando se fazem afirmações deste género tem que se ter fundamentação científica”, afirmou.

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.