"São anos que se repetem em que o Estado não consegue contratar médicos para o serviço público e, depois, vai gastar fortunas com serviços médicos externos. Isto é que é destruir o Serviço Nacional de Saúde" (SNS), afirmou.

O parlamentar laranja falava à agência Lusa a propósito de uma pergunta dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, subscrita por 10 deputados do PSD e depois de o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) ter divulgado os dados.

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Na semana passada, o SIM revelou, em comunicado, que, 2018, o HESE "gastou 1.701.241,14 euros em contratação externa de serviços médicos" e que "um dos contratos, celebrado com uma empresa de prestação de serviços, apresenta um valor superior a meio milhão de euros".

Para o SIM, "o valor gasto" por este hospital "permitiria contratar 35 médicos especialistas das várias especialidades, integrados na carreira médica".

Contactado posteriormente pela Lusa, o HESE disse que, à semelhança de outros hospitais do interior do país, também esta unidade se confronta com "a difícil captação de recursos humanos na área clínica", o que "constitui um forte constrangimento".

O deputado do PSD considerou que os hospitais públicos estão a gastar "valores exorbitantes" na contratação de serviços médicos externos, assinalando que os números do hospital de Évora "são assustadores".

"Em Évora, há um conjunto de especialidade em que temos falhas e, sistematicamente, temos concursos desertos, o que significa que o Estado não quer mesmo resolver o assunto e vai arranjar estas formas alternativas e caras para resolver o problema", vincou.

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O parlamentar eleito pelo círculo eleitoral de Évora disse compreender o recurso à contratação externa de serviços médicos quando existem "situações pontuais" e quando há "a necessidade de uma contratação ou houve um problema".

"Mas não é o caso. Estamos a falar de 1,7 milhões de euros só no HESE e acima de cinco milhões de euros na região do Alentejo", sublinhou, advertindo que "são valores muito altos", o que "é extremamente preocupante".

Costa da Silva notou que o atual executivo do PS está no seu "quarto ano de governação", advertindo que "já era tempo de, pelo menos, apresentar valores mais razoáveis" de contratação externa de serviços médicos.

Na pergunta, os social-democratas querem saber se o Governo confirma a informação divulgada pelo SIM, se não considera o valor demasiado elevado e que medidas corretivas estão a ser efetuadas.

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