O número foi hoje avançado à Lusa pelo presidente do Conselho de Administração do hospital, Joaquim Barbosa, que disse ainda que, daqueles 162, "apenas 10" tiveram necessidade de reinternamento hospitalar, face ao agravamento da sua situação clínica.

"O grau de satisfação e de eficácia da hospitalização domiciliária é muito elevado", frisou.

Sublinhou que os doentes só são "internados em casa" se derem o respetivo consentimento.

Entre as vantagens da hospitalização domiciliária, o hospital destaca a redução do risco de complicações pós-cirúrgicas e de infeções hospitalares, a menor probabilidade de traumatismo emocional e a diminuição do número de casos de reinternamento hospitalar.

Segundo o hospital, o tratamento em casa promove, ainda, uma melhor gestão clínica das camas disponíveis para internamento, "o que, consequentemente, agilizará a resposta aos casos em lista de espera para intervenção cirúrgica".

No fundo, como refere Joaquim Barbosa, a hospitalização domiciliária permite cuidados de saúde "mais humanizados", sendo o processo de recuperação acelerado pelo "conforto" do ambiente familiar.

Os doentes internados em casa recebem, diariamente, a visita de um médico e de uma equipa de enfermagem.

Os profissionais de saúde podem ir mais que uma vez por dia à casa de um doente se a situação clínica assim o justificar.

"São tratados como se estivessem no hospital", vincou Joaquim Barbosa.

Os doentes que beneficiam do internamento domiciliário são, essencialmente, oriundos do serviço de Medicina Interna, mas há também alguns da Cirurgia, nomeadamente da especialidade da Ortopedia.

"Os tempos de internamento hospitalar são encurtados e o resto do internamento é feito em casa", explicou Joaquim Barbosa.

Os doentes dispõem do contacto direto para o hospital para darem conta de um eventual agravamento do estado clínico, sendo que os profissionais de saúde que o acompanham irão ao seu domicílio "a qualquer hora do dia, se assim se justificar".

Por isso, os doentes contemplados com este internamento em casa têm, entre outros requisitos, "de serem capazes de comunicar".

Em algumas situações, o hospital exige que disponham de um cuidador.

Joaquim Barbosa sublinhou que este internamento inovador não constitui uma "continuação dos cuidados", após o doente obter alta.

"É, isso sim, uma alternativa ao internamento convencional", referiu.

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