"A partir de hoje, o Hospital da Luz Lisboa é a primeira infraestrutura de saúde do país pronta para o novo paradigma digital e inteligente, potenciado pela quinta geração de comunicações móveis [5G]", disse Manuel Ramalho Eanes, em resposta por escrito à Lusa, referindo um investimento "superior a 50 mil euros no final do projeto".

A saúde, disse, "pela sua importância e transversalidade, é uma das áreas estruturantes da sociedade que mais vai beneficiar com a introdução do 5G, enquanto facilitador da agilidade hospitalar e impulsionador da inovação nos tratamentos, no diagnóstico e na formação".

Hoje, "ao apresentar o Hospital da Luz Saúde Lisboa como o primeiro hospital 5G do país damos um passo importante nesse sentido, mas também contribuímos para a criação de um polo de inovação em formação e investigação médicas, com características únicas no país", acrescentou, salientando que o impacto da quinta geração nesta unidade "será crescente ao longo dos anos".

Numa primeira fase, apontou, "vai sentir-se na formação e treino dos profissionais e alunos que todos os dias integram o maior centro de simulação médica do país".

Tecnologias de realidade virtual e aumentada "serão utilizadas nos cuidados paliativos do hospital como complemento às terapias habituais, seja numa lógica de tranquilização, como de estímulo sensorial" e "também toda a estrutura de apoio do hospital vai tirar partido desta tecnologia, dado que o 5G vai permitir maiores níveis de produtividade e eficiência operacional e técnica, otimizando custos e tempo e, em última instância, melhorando a qualidade de vida das pessoas".

A NOS "está já a trabalhar em novas aplicações do 5G no setor da saúde", uma área "estruturante" à qual pretende "aportar valor por forma a dar resposta a desafios reais", salientou o responsável.

A saúde, prosseguiu, "é uma das áreas que mais vai beneficiar do potencial transformador que uma tecnologia nova como o 5G vai trazer", estando a NOS a desenvolver casos de estudo "precisamente para ser o primeiro operador a oferecer o melhor 5G às empresas e ao país, quando chegar a hora", disse, uma vez que o leilão ainda está a decorrer.

"Brevemente, haverá espaço para implementar novas soluções, nomeadamente o recurso à sensorização para monitorização em internamento domiciliário, e o desenvolvimento do 'remote healthcare', para colaboração médica à distância, que permitirão reduzir os custos em até 30% face à medicina tradicional e que conduzem, através da introdução do 5G, a um aumento de até quatro milhões de empregos criados em toda a Europa nos próximos cinco anos", salientou.

Questionado sobre que o equipamento que teve de ser instalado no Hospital da Luz Lisboa para tornar a unidade 5G, Manuel Ramalho Eanes adiantou que o projeto de cobertura desenhado pela NOS "assenta num sistema de antenas 5G que vão cobrir áreas nucleares do espaço, tais como consultas externas, salas de cirurgia, auditório e zona de formação".

No que respeita às zonas de maior afluência de doentes e seus acompanhantes, "serão ainda instaladas células dedicadas, que garantem mais capacidade e maior alcance da rede", referiu, destacando que "este é um projeto em implementação faseada até à cobertura total" da unidade.

Sobre a escolha do Hospital da Luz, a NOS sublinha que já é "parceira tecnológica do Grupo Luz Saúde há vários anos" e além dos serviços de comunicações, fornece também os serviços de segurança em todas as unidades hospitalares do grupo, "contribuindo para a transformação digital desta instituição".

Em concreto, o impacto da rede no Hospital da Luz Lisboa vai "sentir-se desde o primeiro momento, quer para os pacientes como para os profissionais de saúde, corpo clínico e administrativo", prosseguiu.

"Na demonstração de realidade virtual foi possível perceber o potencial do 5G aplicado à formação médica remota: um robô equipado com uma câmara 360º recolheu imagens em tempo real a partir do centro de formação Hospital da Luz Learning Health, transmitindo-as instantaneamente para óculos de realidade virtual de um aluno que não se encontrava fisicamente no local".

Este caso de estudo "possibilita uma experiência real e imersiva, abrindo portas para uma formação mais especializada, que pode ser feita de forma totalmente remota" e "pode ainda ser aplicado na prestação de cuidados de saúde à distância, abrindo perspetivas para a massificação das cirurgias remotas, graças à baixa latência permitida pelo 5G", refere.

Relativamente à demonstração de realidade aumentada, esta permitiu "testar o apoio remoto num contexto de intervenção médica".

Ou seja, na simulação, "o médico equipado com Hololens - óculos de realidade aumentada - recebeu, através deste equipamento, indicações de um especialista que se encontrava longe do local", exemplificou.

"Este acompanhamento à distância em tempo real, com a visualização precisa sobre onde atuar, apenas é possível graças à velocidade ultrarrápida permitida pelo 5G, sendo esta a base para garantir o acesso aos melhores especialistas e às melhores técnicas a partir de qualquer lugar", apontou.

Manuel Ramalho Eanes referiu ainda que a médio/longo prazo irá assistir-se também a "uma crescente sensorização de equipamentos, pessoas e tratamentos para monitorização em internamento domiciliário", como também as cirurgias remotas.

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