
Na comissão parlamentar de Saúde, o ministro Adalberto Campos Fernandes revelou aos deputados que o Governo está a ponderar, a tempo de introduzir no próximo Orçamento de Estado, mecanismos para “incentivar a diminuição do absentismo e incentivar a presença no trabalho”, em particular no setor da Saúde.
O ministro assume que as faltas ao trabalho no setor da saúde são mais significativas do que noutras áreas, chegando a atingir os 15% em alguns grupos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em declarações aos jornalistas no final da sua audição na comissão parlamentar de Saúde, Adalberto Campos Fernandes acrescentou apenas que as medidas estão em estudo, em conjunto com o Ministério das Finanças, não adiantando que iniciativas concretas podem ser tomadas.
O absentismo positivo
O ministro reconheceu, contudo, que há uma parte do absentismo entre os profissionais de saúde que é “positiva” por se prender com questões de licenças de maternidade e parentalidade.
Em 2017, as faltas ao trabalho dadas pelos profissionais de saúde totalizaram quase 3,8 milhões de dias, mais 2,4% do que no ano anterior.
Segundo o mais recente Relatório Social do Ministério da Saúde, divulgado no mês passado, a maioria dos casos de absentismo ocorreu por doença (46,3%) e proteção na parentalidade (32,9%). Seguem-se os acidentes em serviço e doenças profissionais.
Mas a causa de absentismo que registou um maior aumento em relação a 2016 foi a ausência por greve. Cresceram também as faltas injustificadas, com 21.048 dias perdidos.
Os enfermeiros foram o grupo profissional com maior número de ausências ao serviço, mas são também o grupo mais numeroso no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
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