Em declarações à agência Lusa, Rui Lázaro, do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, explicou que os monitores foram mandados retirar pelo Infarmed há três anos, por não respeitarem as regras exigidas, e não foram repostos.

“Através de um protocolo todos os técnicos tiveram formação para os usar. E, por exemplo, podiam com este equipamento fazer eletrocardiogramas na própria cada do doente, quando são chamados”, disse.

Rui Lázaro diz que há outras funções destes monitores, como a medição da pressão arterial e da saturação de oxigénio, que conseguem fazer com outro equipamento, mas isso não acontece no caso dos eletrocardiogramas.

“O monitor de sinais vitais permitiria, por exemplo, detetar mais cedo sinais de enfarte agudo do miocárdio, com o eletrocardiograma”, exemplificou.

O Infarmed ordenou a retirada de monitores de sinais vitais que tinham sido comprados com ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por não oferecerem garantias de qualidade e segurança.

A agência Lusa questionou o INEM sobre esta matéria, mas até ao momento não obteve resposta.

Rui Lázaro reconheceu que a situação já esteve pior, mas fala de alguns materiais consumíveis desadequados (luvas) e diz que alguns equipamentos de proteção individual “são pequenos para a maior parte dos técnicos”, potenciando o contágio.

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