O projeto da Universidade Carnegie Mellon oferece "indicadores em tempo real da atividade da COVID-19 que antes não estavam disponíveis em nenhuma outra fonte", segundo um comunicado do centro de estudos.

O mapa foi desenvolvido com milhões de respostas a questionários no Facebook e no Google, como parte de uma iniciativa para monitorar a propagação do vírus.

O chefe executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou que o mapa de calor, atualmente disponível para os Estados Unidos, está a ser desenvolvido a nível mundial com a ajuda de equipas de investigadores da Universidade de Maryland.

"Enquanto o mundo luta contra a COVID-19 e os países desenvolvem planos para retomar as suas sociedades, é crucial ter um conhecimento claro de como a doença está a dispersar-se", escreveu Zuckerberg na sua página do Facebook e no Washington Post.

"Com uma comunidade de milhares de milhões de pessoas no mundo, o Facebook pode ajudar de forma única os cientistas e autoridades de saúde a obter as informações que precisam para responder ao surto e começar a planear a recuperação", acrescentou.

Os investigadores de Carnegie Mellon disseram que recebem por volta de um milhão de respostas por semana por parte de utilizadores do Facebook e cerca de 60.000 do Google.

"Usando esta e outras fontes únicas de dados, os pesquisadores do CMU vão monitorar as mudanças à medida em que o tempo passa, permitindo-lhes prever a atividade da COVID-19 com várias semanas de antecipação", destacou a equipa do estudo.

Os cientistas usam as respostas das pesquisas no Facebook sobre os sintomas que as pessoas apresentam, através de dados controlados pela equipa universitária e que não são partilhados com a rede social.

Os cientistas também usam informações anónimas do Google e outros associados sobre sintomas e pesquisas online.

"O questionário pergunta às pessoas se possuem sintomas como febre, tosse, falta de ar ou perda de olfato, associados à COVID-19", disse Zuckerberg.

"Já que apresentar estes sintomas é um estágio anterior ao adoecimento mais grave, esta pesquisa pode ajudar a prever quantos casos os hospitais atenderão nos dias seguintes e fornecerá indicadores antecipados de onde o surto está a crescer e onde a curva está a ser achatada com sucesso".

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